
A Revista Economia & Mercado realizou, nesta terça-feira, 24 de Fevereiro, no Hotel EPIC SANA Luanda, em Luanda, a VIII Conferência Economia & Mercado dedicada ao sector agrícola, sob o tema “Fertilizantes e Insumos, Segurança Alimentar e Concessões Florestais: Estratégias para toda a Produção Nacional”. O evento reuniu membros do Executivo, empresários, investidores, técnicos e académicos, num momento em que Angola procura reduzir a dependência das importações alimentares e reforçar a produção interna.
O centro do debate foi a necessidade urgente de aumentar a produtividade agrícola através do uso estratégico de fertilizantes e outros insumos, considerados determinantes para garantir a segurança alimentar e dinamizar o agronegócio nacional. Especialistas defenderam que, sem uma política consistente de nutrição dos solos, o país continuará aquém do seu verdadeiro potencial produtivo.
Durante a sua intervenção, o presidente do Conselho Executivo do Grupo Executive, Nuno Fernandes, destacou que Angola possui actualmente cerca de cinco milhões de hectares sob contrato agrícola, embora o potencial estimado atinja aproximadamente 35 milhões de hectares aráveis. Segundo afirmou, o principal desafio não é apenas a disponibilidade de terra, mas a sua utilização eficiente, tecnicamente orientada e sustentada por insumos adequados.
O gestor alertou que grande parte dos solos angolanos apresenta carência de nutrientes, tornando indispensável a aplicação correcta de fertilizantes. Angola utiliza, em média, apenas seis quilogramas por hectare, valor muito inferior à média africana, estimada em 35 kg/ha, e bastante distante da média mundial, que ronda os 135 kg/ha, o que compromete a competitividade da produção nacional.
Por sua vez, o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, sublinhou que a fraca aplicação de nutrientes tem contribuído para a degradação progressiva dos solos e para níveis reduzidos de rendimento agrícola, actualmente situados em cerca de 30% da média mundial. O governante reconheceu, no entanto, que os preços elevados dos fertilizantes continuam a limitar o seu consumo, sobretudo na região da SADC, onde a utilização permanece abaixo das necessidades produtivas.
Isaac dos Anjos defendeu que o uso adequado de fertilizantes deve ser encarado não apenas como mecanismo de aumento da produção, mas também como instrumento de preservação ambiental. Solos mais produtivos reduzem a pressão sobre o desmatamento e evitam a expansão desordenada da fronteira agrícola. Destacou ainda a nova Lei sobre Pesticidas e Fertilizantes Agrícolas, que visa reforçar a regulação do sector e assegurar padrões de qualidade.
Na fase final da conferência, foi reiterado que o fertilizante funciona como um acelerador do desenvolvimento das plantas, sobretudo quando aplicado no momento certo e aliado a uma gestão eficiente da água. Os participantes defenderam uma estratégia integrada que combine produção nacional, importação estratégica, financiamento agrícola, capacitação técnica e políticas públicas eficazes, como caminho essencial para transformar o vasto potencial agrícola angolano em resultados concretos para a economia.
A Revista Economia & Mercado realizou, nesta terça-feira, 24 de Fevereiro, no Hotel EPIC SANA Luanda, em Luanda, a VIII Conferência Economia & Mercado dedicada ao sector agrícola, sob o tema “Fertilizantes e Insumos, Segurança Alimentar e Concessões Florestais: Estratégias para toda a Produção Nacional”. O evento reuniu membros do Executivo, empresários, investidores, técnicos e académicos, num momento em que Angola procura reduzir a dependência das importações alimentares e reforçar a produção interna.
O centro do debate foi a necessidade urgente de aumentar a produtividade agrícola através do uso estratégico de fertilizantes e outros insumos, considerados determinantes para garantir a segurança alimentar e dinamizar o agronegócio nacional. Especialistas defenderam que, sem uma política consistente de nutrição dos solos, o país continuará aquém do seu verdadeiro potencial produtivo.
Durante a sua intervenção, o presidente do Conselho Executivo do Grupo Executive, Nuno Fernandes, destacou que Angola possui actualmente cerca de cinco milhões de hectares sob contrato agrícola, embora o potencial estimado atinja aproximadamente 35 milhões de hectares aráveis. Segundo afirmou, o principal desafio não é apenas a disponibilidade de terra, mas a sua utilização eficiente, tecnicamente orientada e sustentada por insumos adequados.
O gestor alertou que grande parte dos solos angolanos apresenta carência de nutrientes, tornando indispensável a aplicação correcta de fertilizantes. Angola utiliza, em média, apenas seis quilogramas por hectare, valor muito inferior à média africana, estimada em 35 kg/ha, e bastante distante da média mundial, que ronda os 135 kg/ha, o que compromete a competitividade da produção nacional.
Por sua vez, o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, sublinhou que a fraca aplicação de nutrientes tem contribuído para a degradação progressiva dos solos e para níveis reduzidos de rendimento agrícola, actualmente situados em cerca de 30% da média mundial. O governante reconheceu, no entanto, que os preços elevados dos fertilizantes continuam a limitar o seu consumo, sobretudo na região da SADC, onde a utilização permanece abaixo das necessidades produtivas.
Isaac dos Anjos defendeu que o uso adequado de fertilizantes deve ser encarado não apenas como mecanismo de aumento da produção, mas também como instrumento de preservação ambiental. Solos mais produtivos reduzem a pressão sobre o desmatamento e evitam a expansão desordenada da fronteira agrícola. Destacou ainda a nova Lei sobre Pesticidas e Fertilizantes Agrícolas, que visa reforçar a regulação do sector e assegurar padrões de qualidade.
Na fase final da conferência, foi reiterado que o fertilizante funciona como um acelerador do desenvolvimento das plantas, sobretudo quando aplicado no momento certo e aliado a uma gestão eficiente da água. Os participantes defenderam uma estratégia integrada que combine produção nacional, importação estratégica, financiamento agrícola, capacitação técnica e políticas públicas eficazes, como caminho essencial para transformar o vasto potencial agrícola angolano em resultados concretos para a economia.