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FIFA enfrenta contestação após Mundial 2026 marcado por críticas dos adeptos

FIFA enfrenta contestação após Mundial 2026 marcado por críticas dos adeptos
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A Football Supporters Europe (FSE) lançou duras críticas à FIFA e à gestão do presidente Gianni Infantino, considerando que o Mundial 2026 falhou enquanto celebração do futebol e dos adeptos. A organização independente acusa a entidade máxima do futebol mundial de privilegiar interesses financeiros e políticos e alerta Portugal e Espanha para os desafios na organização do Campeonato do Mundo de 2030.

Num comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Football Supporters Europe (FSE)  aponta o elevado preço dos bilhetes, os problemas de organização, o aumento dos custos de transporte, as políticas de vistos e a falta de comunicação transparente como alguns dos factores que contribuíram para criar um ambiente de "confusão e desconfiança" durante o torneio.

A organização, reconhecida pela UEFA, criticou igualmente a influência política no Mundial 2026, mencionando a relação entre Gianni Infantino e o Presidente norte-americano, Donald Trump. A FSE acusa ainda a FIFA de permitir interferências governamentais em questões desportivas e contesta algumas decisões tomadas durante a competição.

Entre os episódios destacados estão as alterações relacionadas com as pausas para hidratação, que, segundo a organização, terão aberto espaço para interesses comerciais, bem como a polémica envolvendo o jogador norte-americano Folarin Balogun, cujo caso disciplinar foi reavaliado após uma alegada intervenção de Trump junto de Infantino.

A FSE considera que a FIFA terminou o Mundial 2026 com a sua reputação gravemente afectada junto dos adeptos e defende "reformas estruturais" na organização. A entidade afirma ainda que a FIFA "não está apta para governar o futebol mundial" e questiona a continuidade da actual liderança de Gianni Infantino.

Com os olhos já postos no Mundial 2030, a organização deixou um aviso directo a Portugal e Espanha, dois dos países anfitriões da competição. Segundo a FSE, os dois países terão de aprender com as falhas registadas em 2026 e melhorar o diálogo com os adeptos, adoptando políticas que garantam uma experiência segura, acessível, acolhedora e bem organizada.

O Mundial 2030 será organizado por Portugal, Espanha e Marrocos, com a competição a arrancar simbolicamente na Argentina, no Paraguai e no Uruguai, que acolherão os jogos inaugurais.

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Marcelino Vasconcelos

A Football Supporters Europe (FSE) lançou duras críticas à FIFA e à gestão do presidente Gianni Infantino, considerando que o Mundial 2026 falhou enquanto celebração do futebol e dos adeptos. A organização independente acusa a entidade máxima do futebol mundial de privilegiar interesses financeiros e políticos e alerta Portugal e Espanha para os desafios na organização do Campeonato do Mundo de 2030.

Num comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Football Supporters Europe (FSE)  aponta o elevado preço dos bilhetes, os problemas de organização, o aumento dos custos de transporte, as políticas de vistos e a falta de comunicação transparente como alguns dos factores que contribuíram para criar um ambiente de "confusão e desconfiança" durante o torneio.

A organização, reconhecida pela UEFA, criticou igualmente a influência política no Mundial 2026, mencionando a relação entre Gianni Infantino e o Presidente norte-americano, Donald Trump. A FSE acusa ainda a FIFA de permitir interferências governamentais em questões desportivas e contesta algumas decisões tomadas durante a competição.

Entre os episódios destacados estão as alterações relacionadas com as pausas para hidratação, que, segundo a organização, terão aberto espaço para interesses comerciais, bem como a polémica envolvendo o jogador norte-americano Folarin Balogun, cujo caso disciplinar foi reavaliado após uma alegada intervenção de Trump junto de Infantino.

A FSE considera que a FIFA terminou o Mundial 2026 com a sua reputação gravemente afectada junto dos adeptos e defende "reformas estruturais" na organização. A entidade afirma ainda que a FIFA "não está apta para governar o futebol mundial" e questiona a continuidade da actual liderança de Gianni Infantino.

Com os olhos já postos no Mundial 2030, a organização deixou um aviso directo a Portugal e Espanha, dois dos países anfitriões da competição. Segundo a FSE, os dois países terão de aprender com as falhas registadas em 2026 e melhorar o diálogo com os adeptos, adoptando políticas que garantam uma experiência segura, acessível, acolhedora e bem organizada.

O Mundial 2030 será organizado por Portugal, Espanha e Marrocos, com a competição a arrancar simbolicamente na Argentina, no Paraguai e no Uruguai, que acolherão os jogos inaugurais.

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