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Megaoperação em África trava rede de burlas online e faz mais de 650 detenções

Megaoperação em África trava rede de burlas online e faz mais de 650 detenções
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INTERPOL coordenou uma das maiores ofensivas recentes contra o cibercrime no continente africano, resultando na detenção de mais de 650 suspeitos e na recuperação de 4,3 milhões de dólares norte-americanos. A acção envolveu forças policiais de 16 países africanos e decorreu entre Dezembro de 2025 e o final de Janeiro de 2026.

Baptizada de Operação Cartão Vermelho 2.0, a iniciativa teve como principal objectivo desmantelar redes criminosas especializadas em fraudes de investimento online, esquemas com dinheiro móvel e pedidos de empréstimos fraudulentos. Segundo a Africanews, os golpes investigados estão associados a perdas globais superiores a 45 milhões de dólares.

Durante as oito semanas de operações, as autoridades identificaram pelo menos 1.247 vítimas e apreenderam mais de 2.300 dispositivos electrónicos utilizados para executar os esquemas. Foram igualmente desactivados mais de 1.400 sites, servidores e endereços digitais considerados maliciosos.

Grande parte das detenções está ligada a promessas de investimentos de alto rendimento divulgadas através de redes sociais e aplicações de mensagens. Os suspeitos recorriam a testemunhos fabricados e a painéis de controlo falsificados para simular lucros crescentes, bloqueando posteriormente qualquer tentativa de levantamento por parte das vítimas.

Na Costa do Marfim, a polícia desmontou uma rede que operava através de aplicações móveis que ofereciam empréstimos rápidos. As vítimas, muitas em situação de vulnerabilidade, eram confrontadas com taxas ocultas, intimidação e recolha ilegal de dados pessoais e financeiros.

Já na Nigéria, foram detidos membros de um grupo acusado de aceder ao sistema interno de uma grande operadora de telecomunicações com credenciais furtadas a funcionários. Os suspeitos terão desviado créditos telefónicos e pacotes de dados, revendendo-os posteriormente com lucro.

A INTERPOL sublinha que a dimensão da operação evidencia o crescimento e a sofisticação do cibercrime organizado, reforçando a urgência de uma cooperação internacional sólida para travar redes que actuam para além das fronteiras. As investigações continuam em vários dos países envolvidos.

6galeria

Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

INTERPOL coordenou uma das maiores ofensivas recentes contra o cibercrime no continente africano, resultando na detenção de mais de 650 suspeitos e na recuperação de 4,3 milhões de dólares norte-americanos. A acção envolveu forças policiais de 16 países africanos e decorreu entre Dezembro de 2025 e o final de Janeiro de 2026.

Baptizada de Operação Cartão Vermelho 2.0, a iniciativa teve como principal objectivo desmantelar redes criminosas especializadas em fraudes de investimento online, esquemas com dinheiro móvel e pedidos de empréstimos fraudulentos. Segundo a Africanews, os golpes investigados estão associados a perdas globais superiores a 45 milhões de dólares.

Durante as oito semanas de operações, as autoridades identificaram pelo menos 1.247 vítimas e apreenderam mais de 2.300 dispositivos electrónicos utilizados para executar os esquemas. Foram igualmente desactivados mais de 1.400 sites, servidores e endereços digitais considerados maliciosos.

Grande parte das detenções está ligada a promessas de investimentos de alto rendimento divulgadas através de redes sociais e aplicações de mensagens. Os suspeitos recorriam a testemunhos fabricados e a painéis de controlo falsificados para simular lucros crescentes, bloqueando posteriormente qualquer tentativa de levantamento por parte das vítimas.

Na Costa do Marfim, a polícia desmontou uma rede que operava através de aplicações móveis que ofereciam empréstimos rápidos. As vítimas, muitas em situação de vulnerabilidade, eram confrontadas com taxas ocultas, intimidação e recolha ilegal de dados pessoais e financeiros.

Já na Nigéria, foram detidos membros de um grupo acusado de aceder ao sistema interno de uma grande operadora de telecomunicações com credenciais furtadas a funcionários. Os suspeitos terão desviado créditos telefónicos e pacotes de dados, revendendo-os posteriormente com lucro.

A INTERPOL sublinha que a dimensão da operação evidencia o crescimento e a sofisticação do cibercrime organizado, reforçando a urgência de uma cooperação internacional sólida para travar redes que actuam para além das fronteiras. As investigações continuam em vários dos países envolvidos.

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