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Ossos de São Francisco de Assis expostos pela primeira vez e atraem peregrinos

Ossos de São Francisco de Assis expostos pela primeira vez e atraem peregrinos
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Pela primeira vez na história, os ossos de São Francisco de Assis foram expostos ao público em Itália, numa decisão que já mobiliza milhares de fiéis e curiosos à cidade de Assis, na região da Úmbria.

A exibição decorre na Basílica de São Francisco de Assis, onde o esqueleto do santo permanece guardado numa caixa de vidro à prova de balas. A iniciativa assinala os 800 anos da morte do fundador da ordem franciscana, ocorrida a 3 de Outubro de 1226.

Segundo informações avançadas pela Africanews, são esperados centenas de milhares de visitantes ao longo do mês em que os restos mortais estarão visíveis. Para garantir a organização, cerca de 400 voluntários foram mobilizados para orientar peregrinos pelas ruas empedradas da cidade medieval até ao templo.

Do ponto de vista logístico, o desafio é significativo. De acordo com o frei Giulio Cesareo, director do Sagrado Convento, aproximadamente 80% dos visitantes são italianos, mas há também um fluxo constante de fiéis provenientes de várias partes do mundo.

São Francisco nasceu em Assis, em 1182. Filho de uma família abastada, renunciou à riqueza ainda jovem para abraçar uma vida de pobreza e dedicação espiritual. Tornou-se conhecido pela sua mensagem de paz, pelo amor à natureza e pela atenção aos mais desfavorecidos — princípios que inspiraram fortemente o Papa Francisco, o primeiro pontífice a adoptar o nome do santo.

A basílica que acolhe os seus restos mortais é um dos destinos de peregrinação cristã mais visitados do mundo. Milhões de pessoas deslocam-se anualmente para rezar junto ao túmulo do santo e contemplar os frescos de Giotto, que retratam episódios marcantes da sua vida.

Embora os frades franciscanos tenham realizado, ao longo dos anos, inspecções periódicas para assegurar a conservação dos restos mortais, esta é a primeira vez que o esqueleto é apresentado ao público. A decisão de o retirar da cripta durante um mês pretende reforçar a dimensão espiritual da efeméride e oferecer aos fiéis a possibilidade de rezar diante dos ossos daquele que continua a ser uma das figuras mais influentes do cristianismo.

“Francisco está vivo porque continua a falar às pessoas. Estes ossos falam”, afirmou Cesareo, sublinhando que, mais do que uma relíquia histórica, a exposição procura manter viva a mensagem do santo oito séculos após a sua morte.

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Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

Pela primeira vez na história, os ossos de São Francisco de Assis foram expostos ao público em Itália, numa decisão que já mobiliza milhares de fiéis e curiosos à cidade de Assis, na região da Úmbria.

A exibição decorre na Basílica de São Francisco de Assis, onde o esqueleto do santo permanece guardado numa caixa de vidro à prova de balas. A iniciativa assinala os 800 anos da morte do fundador da ordem franciscana, ocorrida a 3 de Outubro de 1226.

Segundo informações avançadas pela Africanews, são esperados centenas de milhares de visitantes ao longo do mês em que os restos mortais estarão visíveis. Para garantir a organização, cerca de 400 voluntários foram mobilizados para orientar peregrinos pelas ruas empedradas da cidade medieval até ao templo.

Do ponto de vista logístico, o desafio é significativo. De acordo com o frei Giulio Cesareo, director do Sagrado Convento, aproximadamente 80% dos visitantes são italianos, mas há também um fluxo constante de fiéis provenientes de várias partes do mundo.

São Francisco nasceu em Assis, em 1182. Filho de uma família abastada, renunciou à riqueza ainda jovem para abraçar uma vida de pobreza e dedicação espiritual. Tornou-se conhecido pela sua mensagem de paz, pelo amor à natureza e pela atenção aos mais desfavorecidos — princípios que inspiraram fortemente o Papa Francisco, o primeiro pontífice a adoptar o nome do santo.

A basílica que acolhe os seus restos mortais é um dos destinos de peregrinação cristã mais visitados do mundo. Milhões de pessoas deslocam-se anualmente para rezar junto ao túmulo do santo e contemplar os frescos de Giotto, que retratam episódios marcantes da sua vida.

Embora os frades franciscanos tenham realizado, ao longo dos anos, inspecções periódicas para assegurar a conservação dos restos mortais, esta é a primeira vez que o esqueleto é apresentado ao público. A decisão de o retirar da cripta durante um mês pretende reforçar a dimensão espiritual da efeméride e oferecer aos fiéis a possibilidade de rezar diante dos ossos daquele que continua a ser uma das figuras mais influentes do cristianismo.

“Francisco está vivo porque continua a falar às pessoas. Estes ossos falam”, afirmou Cesareo, sublinhando que, mais do que uma relíquia histórica, a exposição procura manter viva a mensagem do santo oito séculos após a sua morte.

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