Actualidade
Comércio

Lobito Atlantic Railway leva primeira carga de cobre “verde” do Congo para a Europa

Lobito Atlantic Railway  leva primeira carga de cobre “verde” do Congo para a Europa
Foto por:
vídeo por:
Cedidas

A Lobito Atlantic Railway vai assegurar o transporte da primeira venda de ânodos de cobre de baixa intensidade carbónica produzidos no Complexo de Cobre Kamoa-Kakula, na República Democrática do Congo, numa operação comercial conduzida pela Trafigura.

Segundo uma nota enviada à nossa redacção, a matéria-prima foi adquirida à Kamoa Copper e revendida ao Aurubis Group, que procederá à refinação nas suas instalações na Europa.

Os ânodos foram entregues no terminal portuário seco da Trafigura, em Kolwezi, e seguirão por via ferroviária até ao Porto do Lobito, de onde serão embarcados para a Europa. O Corredor do Lobito representa actualmente a ligação ferroviária mais curta entre o Copperbelt congolês e a costa atlântica, reduzindo o tempo de transporte terrestre para cerca de sete dias.

Os ânodos resultam da fundição recentemente inaugurada no complexo mineiro, equipada com tecnologia direct-to-blister fornecida pela Metso Outotec. A infra-estrutura tem capacidade projectada para produzir até 500 mil toneladas por ano de ânodos com pureza de 99,7%, podendo tornar-se a maior fundição de cobre em África.

De acordo com Gonzalo De Olazaval, responsável global pelos Metais, Minerais e Mercadorias a Granel da Trafigura, a operação demonstra o impacto de uma cadeia de valor integrada, envolvendo produtores, comerciantes, refinadores e operadores logísticos.

O responsável sublinhou ainda que a transacção reflecte a relação consolidada com a Aurubis e com a Kamoa Copper, cuja fundição figura entre as menos intensivas em carbono do sector. Destacou igualmente o papel dos governos da República Democrática do Congo e de Angola, bem como o financiamento concedido pela U.S. International Development Finance Corporation e pelo Development Bank of Southern Africa.

Robert Friedland, fundador e co-presidente executivo da Ivanhoe Mines, considerou o primeiro envio de ânodos como mais um marco para o desenvolvimento das infra-estruturas africanas, defendendo que o transporte através do Corredor do Lobito representa um modelo de cadeia de abastecimento mais sustentável e de menor intensidade carbónica.

Em 2025, o Lobito Atlantic Railway transportou mais de 200 mil toneladas de carga para o Porto do Lobito. Só em Janeiro de 2026 foram movimentadas 30 mil toneladas, tendo o porto recebido um navio de enxofre a granel com volume recorde de 50 mil toneladas.

Os números indicam uma trajectória de crescimento, reforçando o Corredor do Lobito como rota estratégica para a exportação de recursos minerais africanos e posicionando Angola como eixo logístico central entre o interior mineiro da África Central e os mercados globais.

6galeria

Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

A Lobito Atlantic Railway vai assegurar o transporte da primeira venda de ânodos de cobre de baixa intensidade carbónica produzidos no Complexo de Cobre Kamoa-Kakula, na República Democrática do Congo, numa operação comercial conduzida pela Trafigura.

Segundo uma nota enviada à nossa redacção, a matéria-prima foi adquirida à Kamoa Copper e revendida ao Aurubis Group, que procederá à refinação nas suas instalações na Europa.

Os ânodos foram entregues no terminal portuário seco da Trafigura, em Kolwezi, e seguirão por via ferroviária até ao Porto do Lobito, de onde serão embarcados para a Europa. O Corredor do Lobito representa actualmente a ligação ferroviária mais curta entre o Copperbelt congolês e a costa atlântica, reduzindo o tempo de transporte terrestre para cerca de sete dias.

Os ânodos resultam da fundição recentemente inaugurada no complexo mineiro, equipada com tecnologia direct-to-blister fornecida pela Metso Outotec. A infra-estrutura tem capacidade projectada para produzir até 500 mil toneladas por ano de ânodos com pureza de 99,7%, podendo tornar-se a maior fundição de cobre em África.

De acordo com Gonzalo De Olazaval, responsável global pelos Metais, Minerais e Mercadorias a Granel da Trafigura, a operação demonstra o impacto de uma cadeia de valor integrada, envolvendo produtores, comerciantes, refinadores e operadores logísticos.

O responsável sublinhou ainda que a transacção reflecte a relação consolidada com a Aurubis e com a Kamoa Copper, cuja fundição figura entre as menos intensivas em carbono do sector. Destacou igualmente o papel dos governos da República Democrática do Congo e de Angola, bem como o financiamento concedido pela U.S. International Development Finance Corporation e pelo Development Bank of Southern Africa.

Robert Friedland, fundador e co-presidente executivo da Ivanhoe Mines, considerou o primeiro envio de ânodos como mais um marco para o desenvolvimento das infra-estruturas africanas, defendendo que o transporte através do Corredor do Lobito representa um modelo de cadeia de abastecimento mais sustentável e de menor intensidade carbónica.

Em 2025, o Lobito Atlantic Railway transportou mais de 200 mil toneladas de carga para o Porto do Lobito. Só em Janeiro de 2026 foram movimentadas 30 mil toneladas, tendo o porto recebido um navio de enxofre a granel com volume recorde de 50 mil toneladas.

Os números indicam uma trajectória de crescimento, reforçando o Corredor do Lobito como rota estratégica para a exportação de recursos minerais africanos e posicionando Angola como eixo logístico central entre o interior mineiro da África Central e os mercados globais.

6galeria

Artigos relacionados

Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form