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Pesquisadores brasileiros desenvolvem injecção experimental que ajuda a recuperar movimentos em paralisia

Pesquisadores brasileiros desenvolvem injecção experimental que ajuda a recuperar movimentos em paralisia
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O Brasil tem-se destacado na investigação médica com o desenvolvimento da polilaminina, uma molécula experimental criada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que tem mostrado resultados promissores na recuperação de movimentos em pessoas e animais com lesões medulares severas, embora ainda em fase inicial de testes clínicos autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Estudos preliminares relatam casos de melhoria motora em pacientes humanos e recuperação de movimentos em animais com paralisia.

A polilaminina é uma versão sintética da proteína laminina, naturalmente presente no organismo humano, especialmente durante o desenvolvimento embrionário, conhecida por ajudar na organização de tecidos e no crescimento de neurónios. Pesquisadores liderados pela professora e bióloga Tatiana Coelho de Sampaio trabalham há décadas neste projecto, que visa estimular a regeneração dos nervos danificados na medula espinhal.

Dados divulgados em veículos de imprensa e redes sociais indicam que vários pacientes que receberam a injecção experimental da substância apresentaram melhorias nos movimentos, incluindo relatos como o de um paraplégico que conseguiu ficar de pé cerca de um mês após a aplicação da polilaminina. Esses relatos, no entanto, ainda não foram publicados em revistas científicas com revisão por pares e fazem parte dos resultados iniciais da fase 1 de ensaios clínicos.

Em paralelo, em estudos com animais, como cães com paralisia por lesão medular crónica, a polilaminina também demonstrou potencial para restaurar a capacidade de caminhar em parte dos casos experimentais. Por exemplo, um cão chamado Teodoro voltou a movimentar as patas traseiras e a caminhar após receber a substância e fisioterapia, reforçando o interesse científico na proteína como uma abordagem regenerativa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) autorizou a realização da primeira fase dos testes clínicos em humanos com a polilaminina, que seguirá protocolos rigorosos para avaliar segurança e sinais iniciais de eficácia antes de avançar para etapas posteriores de investigação e, possivelmente, aprovação futura.

Especialistas em neurologia e medicina regenerativa alertam, contudo, que ainda é cedo para afirmar que a polilaminina “cura” a paralisia, pois os resultados são preliminares, o número de casos testados é pequeno e é necessária a conclusão completa dos ensaios clínicos com registos científicos robustos antes de qualquer conclusão definitiva. A comunidade científica enfatiza a necessidade de mais estudos controlados para confirmar os efeitos terapêuticos observados até agora.

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Marcelino Vasconcelos

O Brasil tem-se destacado na investigação médica com o desenvolvimento da polilaminina, uma molécula experimental criada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que tem mostrado resultados promissores na recuperação de movimentos em pessoas e animais com lesões medulares severas, embora ainda em fase inicial de testes clínicos autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Estudos preliminares relatam casos de melhoria motora em pacientes humanos e recuperação de movimentos em animais com paralisia.

A polilaminina é uma versão sintética da proteína laminina, naturalmente presente no organismo humano, especialmente durante o desenvolvimento embrionário, conhecida por ajudar na organização de tecidos e no crescimento de neurónios. Pesquisadores liderados pela professora e bióloga Tatiana Coelho de Sampaio trabalham há décadas neste projecto, que visa estimular a regeneração dos nervos danificados na medula espinhal.

Dados divulgados em veículos de imprensa e redes sociais indicam que vários pacientes que receberam a injecção experimental da substância apresentaram melhorias nos movimentos, incluindo relatos como o de um paraplégico que conseguiu ficar de pé cerca de um mês após a aplicação da polilaminina. Esses relatos, no entanto, ainda não foram publicados em revistas científicas com revisão por pares e fazem parte dos resultados iniciais da fase 1 de ensaios clínicos.

Em paralelo, em estudos com animais, como cães com paralisia por lesão medular crónica, a polilaminina também demonstrou potencial para restaurar a capacidade de caminhar em parte dos casos experimentais. Por exemplo, um cão chamado Teodoro voltou a movimentar as patas traseiras e a caminhar após receber a substância e fisioterapia, reforçando o interesse científico na proteína como uma abordagem regenerativa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) autorizou a realização da primeira fase dos testes clínicos em humanos com a polilaminina, que seguirá protocolos rigorosos para avaliar segurança e sinais iniciais de eficácia antes de avançar para etapas posteriores de investigação e, possivelmente, aprovação futura.

Especialistas em neurologia e medicina regenerativa alertam, contudo, que ainda é cedo para afirmar que a polilaminina “cura” a paralisia, pois os resultados são preliminares, o número de casos testados é pequeno e é necessária a conclusão completa dos ensaios clínicos com registos científicos robustos antes de qualquer conclusão definitiva. A comunidade científica enfatiza a necessidade de mais estudos controlados para confirmar os efeitos terapêuticos observados até agora.

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