Entrevista
Liderança

“O grande activo da minha posição é a liderança”, afirma Eurípedes Varela

“O grande activo da minha posição é a liderança”, afirma Eurípedes Varela
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Taça Cheia Podcast

Da reportagem à gestão de media, Eurípedes Varela garante que o verdadeiro diferencial de um líder não está apenas nos resultados que alcança, mas na capacidade de inspirar equipas a alcançá-los. A reflexão foi partilhada no podcast Taça Cheia, conduzido pelo jornalista Sebastião Vemba.

Com uma carreira consolidada na comunicação social angolana, Eurípedes Varela revisitou o seu percurso profissional, marcado por experiências na reportagem, produção, realização, gestão de canais e desenvolvimento de negócios de media e conteúdos.

Ao longo da conversa, destacou que a capacidade de adaptação foi determinante para acompanhar as constantes transformações do sector. Segundo explicou, as experiências acumuladas em Angola e no exterior permitiram-lhe construir uma visão mais abrangente sobre os desafios e as oportunidades da indústria da comunicação.

Questionado sobre a forma como concilia diferentes funções ao longo da carreira, afirmou que a autenticidade sempre norteou o seu percurso e revelou identificar-se, sobretudo, com a gestão.

"Eu considero-me uma pessoa, primeiro, muito autêntica. Talvez de todas elas, a que melhor combina, numa definição de conjuntos, é o gestor."

Na sua perspectiva, gerir significa combinar pessoas, recursos, objectivos e métricas para alcançar resultados concretos.

"A gestão é uma ciência de combinação de factores, recursos, pessoas, objectivos, resultados e métricas."

Varela explicou ainda que a gestão sempre esteve presente em todas as etapas da sua carreira, independentemente do cargo ocupado, por exigir capacidade de coordenação, tomada de decisões e orientação de equipas.

Outro momento de destaque surgiu quando comentou a forma como é frequentemente descrito no meio profissional. Embora reconheça o reconhecimento público, afirmou que evita o rótulo de "estratega", por considerar que transmite uma visão excessivamente individualista de um trabalho que depende da colaboração de muitas pessoas.

"Eu gosto muito pouco do termo estratega. Ele transmite uma ideia egocêntrica de um trabalho que, muitas das vezes, é colectivo."

Em vez disso, prefere ser reconhecido como um especialista capaz de compreender contextos, identificar desafios e desenhar soluções adequadas para cada realidade.

Ao falar sobre o que considera ser o seu maior património profissional, Eurípedes Varela foi categórico: a liderança.

"O grande activo da minha posição é a liderança. Porque não espero alcançar resultados; espero estar rodeado de pessoas que, com a minha liderança, consigam alcançar esses resultados."

Para o gestor, liderar vai muito além de distribuir tarefas. Significa desenvolver pessoas, acompanhar processos e criar condições para que as equipas cresçam e atinjam os objectivos de forma consistente.

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Marcelino Vasconcelos

Da reportagem à gestão de media, Eurípedes Varela garante que o verdadeiro diferencial de um líder não está apenas nos resultados que alcança, mas na capacidade de inspirar equipas a alcançá-los. A reflexão foi partilhada no podcast Taça Cheia, conduzido pelo jornalista Sebastião Vemba.

Com uma carreira consolidada na comunicação social angolana, Eurípedes Varela revisitou o seu percurso profissional, marcado por experiências na reportagem, produção, realização, gestão de canais e desenvolvimento de negócios de media e conteúdos.

Ao longo da conversa, destacou que a capacidade de adaptação foi determinante para acompanhar as constantes transformações do sector. Segundo explicou, as experiências acumuladas em Angola e no exterior permitiram-lhe construir uma visão mais abrangente sobre os desafios e as oportunidades da indústria da comunicação.

Questionado sobre a forma como concilia diferentes funções ao longo da carreira, afirmou que a autenticidade sempre norteou o seu percurso e revelou identificar-se, sobretudo, com a gestão.

"Eu considero-me uma pessoa, primeiro, muito autêntica. Talvez de todas elas, a que melhor combina, numa definição de conjuntos, é o gestor."

Na sua perspectiva, gerir significa combinar pessoas, recursos, objectivos e métricas para alcançar resultados concretos.

"A gestão é uma ciência de combinação de factores, recursos, pessoas, objectivos, resultados e métricas."

Varela explicou ainda que a gestão sempre esteve presente em todas as etapas da sua carreira, independentemente do cargo ocupado, por exigir capacidade de coordenação, tomada de decisões e orientação de equipas.

Outro momento de destaque surgiu quando comentou a forma como é frequentemente descrito no meio profissional. Embora reconheça o reconhecimento público, afirmou que evita o rótulo de "estratega", por considerar que transmite uma visão excessivamente individualista de um trabalho que depende da colaboração de muitas pessoas.

"Eu gosto muito pouco do termo estratega. Ele transmite uma ideia egocêntrica de um trabalho que, muitas das vezes, é colectivo."

Em vez disso, prefere ser reconhecido como um especialista capaz de compreender contextos, identificar desafios e desenhar soluções adequadas para cada realidade.

Ao falar sobre o que considera ser o seu maior património profissional, Eurípedes Varela foi categórico: a liderança.

"O grande activo da minha posição é a liderança. Porque não espero alcançar resultados; espero estar rodeado de pessoas que, com a minha liderança, consigam alcançar esses resultados."

Para o gestor, liderar vai muito além de distribuir tarefas. Significa desenvolver pessoas, acompanhar processos e criar condições para que as equipas cresçam e atinjam os objectivos de forma consistente.

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