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Doenças crónicas em crescimento em Angola exigem reforço dos cuidados primários, alerta especialista

Doenças crónicas em crescimento em Angola exigem reforço dos cuidados primários, alerta especialista
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A Directora Clínica do Aliva Saúde, Vera Fontes, alertou para o aumento das doenças crónicas não transmissíveis (DCNT) em Angola e defendeu o reforço dos cuidados primários como resposta central a um dos principais desafios actuais do sistema de saúde.

A posição foi apresentada durante as I Jornadas da Sociedade Angolana de Medicina Interna (SAMI), em Luanda, onde a especialista analisou a evolução das DCNT no país. Segundo referiu, Angola enfrenta uma dupla carga de doença, mantendo a luta contra patologias transmissíveis como a malária, tuberculose e VIH, enquanto observa um crescimento significativo de doenças como hipertensão arterial, diabetes, doenças cardiovasculares, cancro e doença renal crónica.

Vera Fontes sublinhou que este cenário tem impacto directo na mortalidade prematura, na qualidade de vida e nos custos associados aos cuidados de saúde, defendendo que a resposta deve passar por uma aposta mais forte na prevenção, no diagnóstico precoce e no acompanhamento contínuo.

Dados apresentados pela especialista indicam que cerca de um terço dos adultos em Angola sofre de hipertensão arterial e aproximadamente um em cada oito vive com diabetes. Ainda assim, um dos principais problemas apontados é o facto de dois em cada três diabéticos desconhecerem o seu diagnóstico, o que atrasa o tratamento e aumenta o risco de complicações.

A médica alertou para a importância da identificação precoce das doenças. “Quanto mais tarde identificarmos estas patologias, maior será o risco de complicações, incapacidade funcional e mortalidade precoce”, referiu, defendendo o investimento na literacia em saúde e em rastreios regulares.

No mesmo contexto, destacou os cuidados primários como a base do sistema de saúde na resposta às DCNT, por permitirem prevenir factores de risco, detectar precocemente a doença e garantir acompanhamento contínuo dos doentes. Para a especialista, o reforço deste nível de cuidados torna o sistema mais eficiente e sustentável.

Vera Fontes realçou ainda o papel da Medicina Interna na gestão de doentes com múltiplas patologias, sublinhando a necessidade de uma abordagem multidisciplinar e integrada. Entre as prioridades futuras, apontou a prevenção, o rastreio, o diagnóstico precoce e a integração das DCNT nos cuidados primários, em linha com o Plano Nacional de Resposta às Doenças Não Transmissíveis 2024-2027.

A Aliva Saúde prevê expandir a sua rede assistencial através de um modelo de cuidados primários articulado com os cuidados hospitalares, orientado para um acompanhamento contínuo e integrado dos pacientes.

As I Jornadas da SAMI decorreram sob o lema “Construindo a Medicina Interna do Futuro – Inovação, Evidência, Estratégia e Ação”, reunindo especialistas para debater os desafios da Medicina Interna em Angola, com enfoque na actualização científica e na resposta às doenças crónicas não transmissíveis.

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Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

A Directora Clínica do Aliva Saúde, Vera Fontes, alertou para o aumento das doenças crónicas não transmissíveis (DCNT) em Angola e defendeu o reforço dos cuidados primários como resposta central a um dos principais desafios actuais do sistema de saúde.

A posição foi apresentada durante as I Jornadas da Sociedade Angolana de Medicina Interna (SAMI), em Luanda, onde a especialista analisou a evolução das DCNT no país. Segundo referiu, Angola enfrenta uma dupla carga de doença, mantendo a luta contra patologias transmissíveis como a malária, tuberculose e VIH, enquanto observa um crescimento significativo de doenças como hipertensão arterial, diabetes, doenças cardiovasculares, cancro e doença renal crónica.

Vera Fontes sublinhou que este cenário tem impacto directo na mortalidade prematura, na qualidade de vida e nos custos associados aos cuidados de saúde, defendendo que a resposta deve passar por uma aposta mais forte na prevenção, no diagnóstico precoce e no acompanhamento contínuo.

Dados apresentados pela especialista indicam que cerca de um terço dos adultos em Angola sofre de hipertensão arterial e aproximadamente um em cada oito vive com diabetes. Ainda assim, um dos principais problemas apontados é o facto de dois em cada três diabéticos desconhecerem o seu diagnóstico, o que atrasa o tratamento e aumenta o risco de complicações.

A médica alertou para a importância da identificação precoce das doenças. “Quanto mais tarde identificarmos estas patologias, maior será o risco de complicações, incapacidade funcional e mortalidade precoce”, referiu, defendendo o investimento na literacia em saúde e em rastreios regulares.

No mesmo contexto, destacou os cuidados primários como a base do sistema de saúde na resposta às DCNT, por permitirem prevenir factores de risco, detectar precocemente a doença e garantir acompanhamento contínuo dos doentes. Para a especialista, o reforço deste nível de cuidados torna o sistema mais eficiente e sustentável.

Vera Fontes realçou ainda o papel da Medicina Interna na gestão de doentes com múltiplas patologias, sublinhando a necessidade de uma abordagem multidisciplinar e integrada. Entre as prioridades futuras, apontou a prevenção, o rastreio, o diagnóstico precoce e a integração das DCNT nos cuidados primários, em linha com o Plano Nacional de Resposta às Doenças Não Transmissíveis 2024-2027.

A Aliva Saúde prevê expandir a sua rede assistencial através de um modelo de cuidados primários articulado com os cuidados hospitalares, orientado para um acompanhamento contínuo e integrado dos pacientes.

As I Jornadas da SAMI decorreram sob o lema “Construindo a Medicina Interna do Futuro – Inovação, Evidência, Estratégia e Ação”, reunindo especialistas para debater os desafios da Medicina Interna em Angola, com enfoque na actualização científica e na resposta às doenças crónicas não transmissíveis.

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