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Mercado africano de apostas pode atingir 3,6 biliões de dólares até 2029 e impulsionar o crescimento económico

Mercado africano de apostas pode atingir 3,6 biliões de dólares até 2029 e impulsionar o crescimento económico
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O continente africano continua a registar mudanças significativas em diferentes sectores da economia, desde a expansão das apostas desportivas até à procura de soluções inovadoras para a dívida pública e ao reforço das parcerias comerciais internacionais.

O mercado africano de apostas desportivas está entre os sectores que mais crescem. Avaliado em 1,85 mil milhões de dólares em 2024, deverá ultrapassar os 3,6 mil milhões até 2029, o que representa um crescimento de quase 95%.

Actualmente, cerca de 400 milhões de africanos fazem apostas com regularidade, sendo que aproximadamente 100 milhões recorrem a plataformas licenciadas. As apostas móveis dominam o sector, com 94% dos utilizadores a apostarem através de smartphones. A Nigéria lidera o mercado continental, seguida pela África do Sul, Quénia, Uganda, Tanzânia e Gana.

Apesar do crescimento e das oportunidades económicas geradas, a expansão do sector continua a levantar preocupações relacionadas com a protecção dos consumidores, o jogo responsável e os riscos de dependência.

Na África Austral, a Zâmbia concluiu uma operação de recompra antecipada de mais de mil milhões de dólares da sua dívida soberana, numa iniciativa apoiada pelo Banco Africano de Desenvolvimento e sustentada pelas receitas provenientes da exploração do cobre.

A medida deverá permitir uma poupança de cerca de 275 milhões de dólares em custos de serviço da dívida ao longo dos próximos 15 anos. Os recursos libertados serão aplicados na modernização da rede eléctrica nacional, numa altura em que quase metade da população zambiana continua sem acesso à electricidade.

Já no Oceano Índico, Comores, Madagáscar, Maurícias e Seychelles concluíram as negociações de um acordo de parceria económica reforçado com a União Europeia. O entendimento pretende impulsionar o comércio, atrair investimento e aprofundar a cooperação em áreas como os serviços digitais, a contratação pública, a propriedade intelectual e o sector dos serviços.

A União Europeia mantém-se como o principal parceiro comercial das quatro nações insulares. Em 2024, as trocas comerciais entre as partes atingiram 9,7 mil milhões de euros, reflectindo o fortalecimento das relações económicas entre a Europa e a região do Oceano Índico.

Os três desenvolvimentos evidenciam diferentes caminhos seguidos por países africanos para estimular o crescimento económico, reforçar infra-estruturas essenciais e ampliar a sua integração nos mercados internacionais.

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Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

O continente africano continua a registar mudanças significativas em diferentes sectores da economia, desde a expansão das apostas desportivas até à procura de soluções inovadoras para a dívida pública e ao reforço das parcerias comerciais internacionais.

O mercado africano de apostas desportivas está entre os sectores que mais crescem. Avaliado em 1,85 mil milhões de dólares em 2024, deverá ultrapassar os 3,6 mil milhões até 2029, o que representa um crescimento de quase 95%.

Actualmente, cerca de 400 milhões de africanos fazem apostas com regularidade, sendo que aproximadamente 100 milhões recorrem a plataformas licenciadas. As apostas móveis dominam o sector, com 94% dos utilizadores a apostarem através de smartphones. A Nigéria lidera o mercado continental, seguida pela África do Sul, Quénia, Uganda, Tanzânia e Gana.

Apesar do crescimento e das oportunidades económicas geradas, a expansão do sector continua a levantar preocupações relacionadas com a protecção dos consumidores, o jogo responsável e os riscos de dependência.

Na África Austral, a Zâmbia concluiu uma operação de recompra antecipada de mais de mil milhões de dólares da sua dívida soberana, numa iniciativa apoiada pelo Banco Africano de Desenvolvimento e sustentada pelas receitas provenientes da exploração do cobre.

A medida deverá permitir uma poupança de cerca de 275 milhões de dólares em custos de serviço da dívida ao longo dos próximos 15 anos. Os recursos libertados serão aplicados na modernização da rede eléctrica nacional, numa altura em que quase metade da população zambiana continua sem acesso à electricidade.

Já no Oceano Índico, Comores, Madagáscar, Maurícias e Seychelles concluíram as negociações de um acordo de parceria económica reforçado com a União Europeia. O entendimento pretende impulsionar o comércio, atrair investimento e aprofundar a cooperação em áreas como os serviços digitais, a contratação pública, a propriedade intelectual e o sector dos serviços.

A União Europeia mantém-se como o principal parceiro comercial das quatro nações insulares. Em 2024, as trocas comerciais entre as partes atingiram 9,7 mil milhões de euros, reflectindo o fortalecimento das relações económicas entre a Europa e a região do Oceano Índico.

Os três desenvolvimentos evidenciam diferentes caminhos seguidos por países africanos para estimular o crescimento económico, reforçar infra-estruturas essenciais e ampliar a sua integração nos mercados internacionais.

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