
A região do Mussulo está a dar um passo concreto rumo a uma gestão mais sustentável dos resíduos, com a implementação do Projecto Ekoar, uma iniciativa-piloto promovida pela Plataforma Social Kuena que combina reciclagem, inclusão social e dinamização económica.
Assente nos princípios da economia circular, o projecto visa transformar a forma como os resíduos são tratados, incentivando o descarte correcto e a recuperação de materiais recicláveis para reintegração na cadeia produtiva. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Administração Municipal do Mussulo, pretende abranger os nove bairros da região, onde vivem cerca de 12.600 habitantes.
Nesta primeira fase, estão a ser instalados nove Pontos Verdes para recolha selectiva de resíduos plásticos, bem como uma Central de Valorização de Resíduos Sólidos Urbanos Secos, onde os materiais recolhidos serão separados, classificados e preparados para envio à indústria de reciclagem. Em paralelo, Luanda passa a contar com cinco máquinas inteligentes de recolha automatizada, colocadas em pontos estratégicos da cidade.
Segundo Saulo Ricci, responsável pelo projecto, o Ekoar representa “um passo concreto na construção de um modelo mais sustentável de gestão de resíduos em Angola”, ao aliar a redução do impacto ambiental à criação de novas oportunidades económicas e ao reforço da consciência ambiental nas comunidades.
O funcionamento dos Pontos Verdes assenta na participação activa dos cidadãos, que devem entregar os resíduos já separados. Estes são registados e pesados antes de seguirem para a central, onde passam por processos de triagem e prensagem, sendo posteriormente comercializados como matéria-prima.
Apesar de, nesta fase inicial, o foco estar exclusivamente nos resíduos plásticos, está prevista a expansão do sistema para incluir óleo alimentar usado, papel, metal, vidro, embalagens longa vida e equipamentos electrónicos.
Para além do impacto ambiental, o projecto apresenta uma forte dimensão social. Foram criados 56 postos de trabalho formais, num processo que registou 271 candidaturas, com prioridade para residentes locais. Os trabalhadores seleccionados estão actualmente a receber formação técnica especializada em gestão de resíduos e economia circular.
De acordo com Sabrina Silva, directora da Plataforma Social Kuena, um dos pilares do projecto passa pela valorização dos agentes já envolvidos na cadeia de reciclagem, com a promoção da sua organização em cooperativas e a formalização da actividade, abrindo caminho a oportunidades económicas mais estáveis e sustentáveis.
O Ekoar inclui ainda um programa de educação ambiental, com acções de sensibilização, actividades em escolas, oficinas de reutilização e iniciativas comunitárias de limpeza, procurando envolver activamente a população.
Estima-se que cerca de 7.000 pessoas venham a ser beneficiadas directa ou indirectamente por esta iniciativa, que conta com o apoio de vários parceiros institucionais e empresariais, entre os quais a Gemcorp, Imbono, Kassai, Unitel, Elisal, AOpacks e Glopol.
Mais do que um projecto ambiental, o Ekoar posiciona-se como um ensaio prático de como sustentabilidade, economia e inclusão social podem caminhar lado a lado, numa região que começa agora a redefinir a sua relação com os resíduos.
A região do Mussulo está a dar um passo concreto rumo a uma gestão mais sustentável dos resíduos, com a implementação do Projecto Ekoar, uma iniciativa-piloto promovida pela Plataforma Social Kuena que combina reciclagem, inclusão social e dinamização económica.
Assente nos princípios da economia circular, o projecto visa transformar a forma como os resíduos são tratados, incentivando o descarte correcto e a recuperação de materiais recicláveis para reintegração na cadeia produtiva. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Administração Municipal do Mussulo, pretende abranger os nove bairros da região, onde vivem cerca de 12.600 habitantes.
Nesta primeira fase, estão a ser instalados nove Pontos Verdes para recolha selectiva de resíduos plásticos, bem como uma Central de Valorização de Resíduos Sólidos Urbanos Secos, onde os materiais recolhidos serão separados, classificados e preparados para envio à indústria de reciclagem. Em paralelo, Luanda passa a contar com cinco máquinas inteligentes de recolha automatizada, colocadas em pontos estratégicos da cidade.
Segundo Saulo Ricci, responsável pelo projecto, o Ekoar representa “um passo concreto na construção de um modelo mais sustentável de gestão de resíduos em Angola”, ao aliar a redução do impacto ambiental à criação de novas oportunidades económicas e ao reforço da consciência ambiental nas comunidades.
O funcionamento dos Pontos Verdes assenta na participação activa dos cidadãos, que devem entregar os resíduos já separados. Estes são registados e pesados antes de seguirem para a central, onde passam por processos de triagem e prensagem, sendo posteriormente comercializados como matéria-prima.
Apesar de, nesta fase inicial, o foco estar exclusivamente nos resíduos plásticos, está prevista a expansão do sistema para incluir óleo alimentar usado, papel, metal, vidro, embalagens longa vida e equipamentos electrónicos.
Para além do impacto ambiental, o projecto apresenta uma forte dimensão social. Foram criados 56 postos de trabalho formais, num processo que registou 271 candidaturas, com prioridade para residentes locais. Os trabalhadores seleccionados estão actualmente a receber formação técnica especializada em gestão de resíduos e economia circular.
De acordo com Sabrina Silva, directora da Plataforma Social Kuena, um dos pilares do projecto passa pela valorização dos agentes já envolvidos na cadeia de reciclagem, com a promoção da sua organização em cooperativas e a formalização da actividade, abrindo caminho a oportunidades económicas mais estáveis e sustentáveis.
O Ekoar inclui ainda um programa de educação ambiental, com acções de sensibilização, actividades em escolas, oficinas de reutilização e iniciativas comunitárias de limpeza, procurando envolver activamente a população.
Estima-se que cerca de 7.000 pessoas venham a ser beneficiadas directa ou indirectamente por esta iniciativa, que conta com o apoio de vários parceiros institucionais e empresariais, entre os quais a Gemcorp, Imbono, Kassai, Unitel, Elisal, AOpacks e Glopol.
Mais do que um projecto ambiental, o Ekoar posiciona-se como um ensaio prático de como sustentabilidade, economia e inclusão social podem caminhar lado a lado, numa região que começa agora a redefinir a sua relação com os resíduos.