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Angola precisa de 800 mil toneladas de fertilizantes por ano e aposta em megaprojectos no Soyo

Angola precisa de 800 mil toneladas de fertilizantes por ano e aposta em megaprojectos no Soyo
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Angola consome muito mais fertilizantes do que produz e quer inverter essa balança. O alerta foi deixado pelo ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, durante a 8.ª Conferência realizada pela revista  Economia & Mercado nesta terça-feira, 24 de fevereiro, sob o tema “Indústria de Fertilizantes e Insumos, Segurança Alimentar e Concessões Florestais: Estratégias para toda a Produção Nacional”

De acordo com o governante, o País necessita de 800 mil toneladas de fertilizantes químicos por ano para responder às necessidades agrícolas e reforçar a segurança alimentar. O número expõe uma dependência estrutural que o Executivo pretende reduzir com novos investimentos industriais.

Entre as apostas está a construção de complexos de fertilizantes no Soyo, com capacidade estimada entre 1,3 e 3,8 milhões de toneladas de ureia por ano. A meta é dupla: assegurar o abastecimento interno e criar excedentes exportáveis a partir de 2027.

O ministro revelou ainda que decorrem iniciativas para produção de fertilizantes fosfatados, incluindo o aproveitamento das rochas fosfatadas de Kindona Kashi, numa lógica de valorização de recursos nacionais.

Paralelamente, está prevista a instalação de uma nova fábrica de fertilizantes orgânicos na província do Bengo, com capacidade anunciada de 1,5 milhões de toneladas anuais.

Actualmente, o País conta com misturadoras de fertilizantes em Benguela, Kwanza-Sul e Luanda. Apesar da capacidade limitada, estas unidades garantem produtos com formulações diferenciadas, com volumes anuais que variam entre 20 mil e 288 mil toneladas, conforme o plano de produção aprovado para 2025.

A mensagem deixada na conferência é clara: sem fertilizantes em quantidade e qualidade suficientes, a ambição de aumentar a produção agrícola continuará condicionada. O desafio agora é transformar os anúncios em capacidade efectiva no terreno.

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Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

Angola consome muito mais fertilizantes do que produz e quer inverter essa balança. O alerta foi deixado pelo ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, durante a 8.ª Conferência realizada pela revista  Economia & Mercado nesta terça-feira, 24 de fevereiro, sob o tema “Indústria de Fertilizantes e Insumos, Segurança Alimentar e Concessões Florestais: Estratégias para toda a Produção Nacional”

De acordo com o governante, o País necessita de 800 mil toneladas de fertilizantes químicos por ano para responder às necessidades agrícolas e reforçar a segurança alimentar. O número expõe uma dependência estrutural que o Executivo pretende reduzir com novos investimentos industriais.

Entre as apostas está a construção de complexos de fertilizantes no Soyo, com capacidade estimada entre 1,3 e 3,8 milhões de toneladas de ureia por ano. A meta é dupla: assegurar o abastecimento interno e criar excedentes exportáveis a partir de 2027.

O ministro revelou ainda que decorrem iniciativas para produção de fertilizantes fosfatados, incluindo o aproveitamento das rochas fosfatadas de Kindona Kashi, numa lógica de valorização de recursos nacionais.

Paralelamente, está prevista a instalação de uma nova fábrica de fertilizantes orgânicos na província do Bengo, com capacidade anunciada de 1,5 milhões de toneladas anuais.

Actualmente, o País conta com misturadoras de fertilizantes em Benguela, Kwanza-Sul e Luanda. Apesar da capacidade limitada, estas unidades garantem produtos com formulações diferenciadas, com volumes anuais que variam entre 20 mil e 288 mil toneladas, conforme o plano de produção aprovado para 2025.

A mensagem deixada na conferência é clara: sem fertilizantes em quantidade e qualidade suficientes, a ambição de aumentar a produção agrícola continuará condicionada. O desafio agora é transformar os anúncios em capacidade efectiva no terreno.

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