Em conversa reveladora no podcast Taça Cheia, conduzido pelo jornalista Sebastião Vemba, o empreendedor Cláudio Silva, fundador do LNL (Luanda Nigth Life), revisitou a sua trajectória e analisou o impacto das suas iniciativas no turismo angolano.
De regresso a Angola em 2013, Silva recorda uma “ascensão brutal” até 2020, período em que lançou projectos de grande alcance. Entre eles destacam-se o Angola Restaurant Week, criado em 2014 para promover a gastronomia nacional, e o Luanda Cocktail Week. Apesar da sua ligação à restauração, foi com o Angola Hotel Week que o empreendedor assinou o seu último grande marco, reunindo hotéis, companhias aéreas e agências de viagem com o objectivo de tornar as estadias em Angola mais acessíveis.
Cláudio Silva não deixou de sublinhar os obstáculos estruturais que, no seu entender, travam o pleno desenvolvimento do turismo. “Não há turismo sem educação, saúde, cultura, sem segurança nas estradas. Há avanços que pensei que já teriam sido feitos até hoje, mas não foram”, lamentou, após quase treze anos de dedicação ao sector.
Ainda assim, valorizou o papel da iniciativa privada, elogiando a qualidade dos guias turísticos no Sul do país e apontando a Huíla e o Namibe como “capital do turismo angolano”, graças à diversidade climática, riqueza cultural e beleza natural das regiões.
Quanto ao declínio do LNL, o empreendedor admitiu erros pessoais, mas salientou sobretudo a dificuldade em manter uma redacção activa sem crescimento financeiro suficiente. “Manter isto requer investimento de tempo e dinheiro, que fomos perdendo”, explicou.
Hoje, Silva concentra esforços em novos projectos, como a Angola Food Academy, que procura unir agricultores, chefs e outros profissionais para fortalecer o sector alimentar. Relembrou ainda que o sonho de abrir o seu próprio restaurante antecede o LNL, datando de 2010, e constitui o seu verdadeiro “projecto de vida”.
Apesar de a sua paixão pela restauração ser mais forte, Silva reconhece a relevância pública do LNL e não exclui discutir a sua continuidade com a equipa. Nas considerações finais, revelou também o interesse crescente pelo universo dos vinhos, especialmente brancos, área na qual mergulhou pedagogicamente durante a pandemia, considerando-a “infinita” em possibilidades e aprendizagens.
Em conversa reveladora no podcast Taça Cheia, conduzido pelo jornalista Sebastião Vemba, o empreendedor Cláudio Silva, fundador do LNL (Luanda Nigth Life), revisitou a sua trajectória e analisou o impacto das suas iniciativas no turismo angolano.
De regresso a Angola em 2013, Silva recorda uma “ascensão brutal” até 2020, período em que lançou projectos de grande alcance. Entre eles destacam-se o Angola Restaurant Week, criado em 2014 para promover a gastronomia nacional, e o Luanda Cocktail Week. Apesar da sua ligação à restauração, foi com o Angola Hotel Week que o empreendedor assinou o seu último grande marco, reunindo hotéis, companhias aéreas e agências de viagem com o objectivo de tornar as estadias em Angola mais acessíveis.
Cláudio Silva não deixou de sublinhar os obstáculos estruturais que, no seu entender, travam o pleno desenvolvimento do turismo. “Não há turismo sem educação, saúde, cultura, sem segurança nas estradas. Há avanços que pensei que já teriam sido feitos até hoje, mas não foram”, lamentou, após quase treze anos de dedicação ao sector.
Ainda assim, valorizou o papel da iniciativa privada, elogiando a qualidade dos guias turísticos no Sul do país e apontando a Huíla e o Namibe como “capital do turismo angolano”, graças à diversidade climática, riqueza cultural e beleza natural das regiões.
Quanto ao declínio do LNL, o empreendedor admitiu erros pessoais, mas salientou sobretudo a dificuldade em manter uma redacção activa sem crescimento financeiro suficiente. “Manter isto requer investimento de tempo e dinheiro, que fomos perdendo”, explicou.
Hoje, Silva concentra esforços em novos projectos, como a Angola Food Academy, que procura unir agricultores, chefs e outros profissionais para fortalecer o sector alimentar. Relembrou ainda que o sonho de abrir o seu próprio restaurante antecede o LNL, datando de 2010, e constitui o seu verdadeiro “projecto de vida”.
Apesar de a sua paixão pela restauração ser mais forte, Silva reconhece a relevância pública do LNL e não exclui discutir a sua continuidade com a equipa. Nas considerações finais, revelou também o interesse crescente pelo universo dos vinhos, especialmente brancos, área na qual mergulhou pedagogicamente durante a pandemia, considerando-a “infinita” em possibilidades e aprendizagens.