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Portugal registou, no ano de 2025, o maior número de nascimentos da última década. O dado não resulta de uma súbita mudança de comportamento da população portuguesa, mas de um factor decisivo: a imigração.
De acordo com números do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e citados pela agência Lusa, foram realizados 87.708 testes do pezinho ao longo do ano passado, mais 3.077 do que em 2024. O rastreio, feito à nascença e aplicado a quase todos os bebés que nascem no país, é hoje um dos indicadores mais fiáveis para medir o número real de nascimentos em Portugal.
Lisboa lidera a lista das regiões com mais recém-nascidos rastreados (26.595), seguida do Porto (15.255) e de Braga (6.534). Em sentido inverso, apenas a Madeira (1.704) e Santarém (2.852) registaram uma diminuição face ao ano anterior. Portalegre (574) e Bragança (587) continuam a apresentar os números mais baixos, embora ambos tenham registado crescimento.
O pico de nascimentos ocorreu em julho, com 8.118 bebés, seguido de outubro (8.104) e em setembro (7.886).
Apesar do aumento, especialistas alertam que estes números não garantem, por si só, a renovação geracional. Em declarações à RTP, a demógrafa Ana Alexandre Fernandes sublinha que cerca de 29% das mães são estrangeiras, o que revela o peso crescente da imigração na dinâmica demográfica nacional.
Dados do INE confirmam esta tendência: a proporção de nascimentos de mães estrangeiras mais do que duplicou na última década, aproximando-se actualmente de um terço do total. Mulheres imigrantes tendem a ter filhos mais cedo e com maior frequência, compensando a baixa taxa de fecundidade das mulheres portuguesas, que continuam a adiar a maternidade por razões económicas, profissionais e sociais.
Entre as principais comunidades contributivas destacam-se as mulheres brasileiras, seguidas de outras nacionalidades oriundas do espaço lusófono e da América Latina.
Portugal registou, no ano de 2025, o maior número de nascimentos da última década. O dado não resulta de uma súbita mudança de comportamento da população portuguesa, mas de um factor decisivo: a imigração.
De acordo com números do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e citados pela agência Lusa, foram realizados 87.708 testes do pezinho ao longo do ano passado, mais 3.077 do que em 2024. O rastreio, feito à nascença e aplicado a quase todos os bebés que nascem no país, é hoje um dos indicadores mais fiáveis para medir o número real de nascimentos em Portugal.
Lisboa lidera a lista das regiões com mais recém-nascidos rastreados (26.595), seguida do Porto (15.255) e de Braga (6.534). Em sentido inverso, apenas a Madeira (1.704) e Santarém (2.852) registaram uma diminuição face ao ano anterior. Portalegre (574) e Bragança (587) continuam a apresentar os números mais baixos, embora ambos tenham registado crescimento.
O pico de nascimentos ocorreu em julho, com 8.118 bebés, seguido de outubro (8.104) e em setembro (7.886).
Apesar do aumento, especialistas alertam que estes números não garantem, por si só, a renovação geracional. Em declarações à RTP, a demógrafa Ana Alexandre Fernandes sublinha que cerca de 29% das mães são estrangeiras, o que revela o peso crescente da imigração na dinâmica demográfica nacional.
Dados do INE confirmam esta tendência: a proporção de nascimentos de mães estrangeiras mais do que duplicou na última década, aproximando-se actualmente de um terço do total. Mulheres imigrantes tendem a ter filhos mais cedo e com maior frequência, compensando a baixa taxa de fecundidade das mulheres portuguesas, que continuam a adiar a maternidade por razões económicas, profissionais e sociais.
Entre as principais comunidades contributivas destacam-se as mulheres brasileiras, seguidas de outras nacionalidades oriundas do espaço lusófono e da América Latina.