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As autoridades turcas impediram a entrada de um cruzeiro destinado à comunidade LGBTQ+ nos portos de Kuşadası e Istambul, alegando que a viagem não está em conformidade com os “valores familiares” e os “padrões morais” do país.
A viagem é organizada pela Atlantis Events, empresa norte-americana especializada em turismo para a comunidade LGBTQ+, que utiliza o navio Scarlet Lady, da Virgin Voyages. O cruzeiro partiu de Atenas a 5 de Julho e deverá terminar em Veneza no próximo dia 15, com escalas previstas na Grécia, Turquia e Croácia.
Segundo uma publicação das autoridades da província turca de Aydin na rede social X, o navio foi alugado por grupos cujos comportamentos são considerados incompatíveis com a estrutura social e os valores morais da Turquia. As autoridades afirmaram ainda que a visita provocou “grande mal-estar em vários sectores da sociedade” e garantiram que não estava prevista a realização de qualquer evento desta natureza na província.
A decisão obrigou a Atlantis Events a reformular o itinerário. Em comunicado publicado no seu site, a empresa informou que foi notificada pelas autoridades turcas de que o navio não poderia atracar em Kuşadası nem em Istambul. Como alternativa, a rota manterá as restantes escalas previstas e incluirá um dia adicional em Alexandria, no Egipto, bem como uma nova paragem na ilha grega de Creta.
Rich Campbell, presidente e director executivo da Atlantis Events, manifestou surpresa perante a decisão. Em declarações à CNN Internacional, afirmou que, em 36 anos de actividade, foi a primeira vez que a empresa foi impedida de atracar num porto devido à natureza do cruzeiro.
“É muito preocupante para mim que um país decida poder escolher que turistas são permitidos ou não”, afirmou o responsável.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, a Atlantis Events já atracou 13 vezes em portos turcos nos últimos 25 anos. Campbell sublinhou ainda que os cruzeiros da empresa não têm qualquer carácter político e que, visualmente, o navio não se distingue de outras embarcações de passageiros.
A polémica também gerou reacções entre os artistas que integram o programa de entretenimento a bordo. A actriz e cantora Patti LuPone, uma das figuras mais reconhecidas da Broadway, manifestou indignação com a decisão das autoridades turcas.
Numa publicação no Instagram, a vencedora de três prémios Tony revelou estar chocada com a proibição. “Um navio cheio de homens gays. E eu. Foi impedida a entrada na Turquia simplesmente por causa de quem está a bordo”, escreveu.
Apesar da controvérsia, o cruzeiro prossegue viagem pelas restantes escalas previstas no Mediterrâneo.
As autoridades turcas impediram a entrada de um cruzeiro destinado à comunidade LGBTQ+ nos portos de Kuşadası e Istambul, alegando que a viagem não está em conformidade com os “valores familiares” e os “padrões morais” do país.
A viagem é organizada pela Atlantis Events, empresa norte-americana especializada em turismo para a comunidade LGBTQ+, que utiliza o navio Scarlet Lady, da Virgin Voyages. O cruzeiro partiu de Atenas a 5 de Julho e deverá terminar em Veneza no próximo dia 15, com escalas previstas na Grécia, Turquia e Croácia.
Segundo uma publicação das autoridades da província turca de Aydin na rede social X, o navio foi alugado por grupos cujos comportamentos são considerados incompatíveis com a estrutura social e os valores morais da Turquia. As autoridades afirmaram ainda que a visita provocou “grande mal-estar em vários sectores da sociedade” e garantiram que não estava prevista a realização de qualquer evento desta natureza na província.
A decisão obrigou a Atlantis Events a reformular o itinerário. Em comunicado publicado no seu site, a empresa informou que foi notificada pelas autoridades turcas de que o navio não poderia atracar em Kuşadası nem em Istambul. Como alternativa, a rota manterá as restantes escalas previstas e incluirá um dia adicional em Alexandria, no Egipto, bem como uma nova paragem na ilha grega de Creta.
Rich Campbell, presidente e director executivo da Atlantis Events, manifestou surpresa perante a decisão. Em declarações à CNN Internacional, afirmou que, em 36 anos de actividade, foi a primeira vez que a empresa foi impedida de atracar num porto devido à natureza do cruzeiro.
“É muito preocupante para mim que um país decida poder escolher que turistas são permitidos ou não”, afirmou o responsável.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, a Atlantis Events já atracou 13 vezes em portos turcos nos últimos 25 anos. Campbell sublinhou ainda que os cruzeiros da empresa não têm qualquer carácter político e que, visualmente, o navio não se distingue de outras embarcações de passageiros.
A polémica também gerou reacções entre os artistas que integram o programa de entretenimento a bordo. A actriz e cantora Patti LuPone, uma das figuras mais reconhecidas da Broadway, manifestou indignação com a decisão das autoridades turcas.
Numa publicação no Instagram, a vencedora de três prémios Tony revelou estar chocada com a proibição. “Um navio cheio de homens gays. E eu. Foi impedida a entrada na Turquia simplesmente por causa de quem está a bordo”, escreveu.
Apesar da controvérsia, o cruzeiro prossegue viagem pelas restantes escalas previstas no Mediterrâneo.