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Angola tem apenas 1,8 médico especialista por cada 10 mil habitantes

Angola tem apenas 1,8 médico especialista por cada 10 mil habitantes
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Angola conta actualmente com apenas 1,8 médico especialista por cada 10 mil habitantes, um rácio ainda distante da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece um mínimo de 10 médicos por cada 10 mil habitantes para assegurar uma cobertura adequada dos serviços de saúde.

Segundo dados divulgados numa nota de imprensa citada pelo Jornal de Angola, apesar dos progressos registados nos últimos anos no sector da Saúde, o número de especialistas no país continua aquém do necessário para responder plenamente às exigências do Sistema Nacional de Saúde (SNS).

O documento indica que o programa de especialização financiado pelo Banco Mundial já formou, desde 2018 até Março do corrente ano, 12.797 médicos, dos quais 7.893 são mulheres, representando 61,7 por cento do total.

Actualmente, 627 bolseiros continuam em formação no exterior, sendo a maioria no Brasil, com 526 estudantes, enquanto 85 frequentam programas de especialização em Portugal.

No plano da formação interna, o projecto apoiou 11.648 profissionais de saúde, com destaque para o desenvolvimento de programas de especialização médica e de enfermagem, considerados essenciais para o reforço da capacidade do SNS.

Entre as principais acções realizadas no âmbito do programa destacam-se a avaliação e revisão de 39 currículos de especialização médica, bem como a aprovação de 10 programas de especialização em enfermagem, além do reforço institucional das unidades responsáveis pela formação.

O projecto permitiu igualmente a implementação de 29 unidades de formação equipadas em várias províncias, além do desenvolvimento do Sistema de Informação e Gestão de Recursos Humanos em Saúde, considerado um instrumento estratégico para a planificação e gestão do sector.

Outro avanço assinalado é a expansão do sistema de telemedicina, actualmente operacional em seis províncias, abrangendo 42 hospitais provinciais e municipais. A iniciativa facilita o acesso a serviços especializados e promove a partilha de conhecimento entre profissionais de saúde.

O responsável pela supervisão técnica do Banco Mundial para o projecto de Formação de Recursos Humanos para a Saúde em Angola, Humberto Cossi, considerou positiva a avaliação dos resultados alcançados, destacando os progressos registados na capacitação dos profissionais.

Ainda assim, o responsável deixou recomendações estratégicas para as próximas etapas, sublinhando a necessidade de reforçar a qualidade da formação, melhorar a gestão dos recursos humanos e consolidar as acções destinadas a acelerar a implementação da Cobertura Universal da Saúde em Angola.

O Programa de Formação de Recursos Humanos para a Saúde prevê capacitar até 2028 cerca de 38 mil profissionais em diversas áreas de especialização, com o objectivo de reforçar a qualidade e a capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde.

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Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

Angola conta actualmente com apenas 1,8 médico especialista por cada 10 mil habitantes, um rácio ainda distante da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece um mínimo de 10 médicos por cada 10 mil habitantes para assegurar uma cobertura adequada dos serviços de saúde.

Segundo dados divulgados numa nota de imprensa citada pelo Jornal de Angola, apesar dos progressos registados nos últimos anos no sector da Saúde, o número de especialistas no país continua aquém do necessário para responder plenamente às exigências do Sistema Nacional de Saúde (SNS).

O documento indica que o programa de especialização financiado pelo Banco Mundial já formou, desde 2018 até Março do corrente ano, 12.797 médicos, dos quais 7.893 são mulheres, representando 61,7 por cento do total.

Actualmente, 627 bolseiros continuam em formação no exterior, sendo a maioria no Brasil, com 526 estudantes, enquanto 85 frequentam programas de especialização em Portugal.

No plano da formação interna, o projecto apoiou 11.648 profissionais de saúde, com destaque para o desenvolvimento de programas de especialização médica e de enfermagem, considerados essenciais para o reforço da capacidade do SNS.

Entre as principais acções realizadas no âmbito do programa destacam-se a avaliação e revisão de 39 currículos de especialização médica, bem como a aprovação de 10 programas de especialização em enfermagem, além do reforço institucional das unidades responsáveis pela formação.

O projecto permitiu igualmente a implementação de 29 unidades de formação equipadas em várias províncias, além do desenvolvimento do Sistema de Informação e Gestão de Recursos Humanos em Saúde, considerado um instrumento estratégico para a planificação e gestão do sector.

Outro avanço assinalado é a expansão do sistema de telemedicina, actualmente operacional em seis províncias, abrangendo 42 hospitais provinciais e municipais. A iniciativa facilita o acesso a serviços especializados e promove a partilha de conhecimento entre profissionais de saúde.

O responsável pela supervisão técnica do Banco Mundial para o projecto de Formação de Recursos Humanos para a Saúde em Angola, Humberto Cossi, considerou positiva a avaliação dos resultados alcançados, destacando os progressos registados na capacitação dos profissionais.

Ainda assim, o responsável deixou recomendações estratégicas para as próximas etapas, sublinhando a necessidade de reforçar a qualidade da formação, melhorar a gestão dos recursos humanos e consolidar as acções destinadas a acelerar a implementação da Cobertura Universal da Saúde em Angola.

O Programa de Formação de Recursos Humanos para a Saúde prevê capacitar até 2028 cerca de 38 mil profissionais em diversas áreas de especialização, com o objectivo de reforçar a qualidade e a capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde.

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