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Irão avisa os Estados Unidos e ameaça guerra enquanto protestos desafiam o regime nas ruas

Irão avisa os Estados Unidos e ameaça guerra enquanto protestos desafiam o regime nas ruas
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Os protestos no Irão entraram na terceira semana consecutiva e transformaram-se num dos maiores desafios ao regime desde há vários anos, ao mesmo tempo que Teerão intensifica a retórica militar contra os Estados Unidos e Israel. As autoridades iranianas avisaram que qualquer intervenção externa será respondida com represálias, numa escalada que faz temer um novo conflito regional.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que Israel — designado pelas autoridades como “território ocupado” —, bem como as forças armadas norte-americanas e as suas bases e centros logísticos na região, poderão ser considerados alvos legítimos. As declarações incluíram a possibilidade de um ataque preventivo, sublinhando a gravidade do momento.

As ameaças surgem num contexto de forte repressão interna. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem acusado Teerão de recorrer à violência contra os manifestantes e declarou-se disposto a intervir para os proteger. O regime iraniano rejeita essas acusações e sustenta que Washington e Telavive estão por detrás da instabilidade, alegadamente com o objectivo de enfraquecer o país.

Apesar da resposta dura das forças de segurança, milhares de pessoas voltaram a sair à rua em Teerão e noutras cidades na noite de sábado para domingo, desafiando abertamente as autoridades. Segundo organizações de direitos humanos, pelo menos 116 pessoas morreram desde o início das manifestações e mais de 2.600 foram detidas. Estes números poderão ser superiores, uma vez que o apagão quase total da internet dificulta a confirmação independente dos acontecimentos no terreno.

Os protestos começaram no final de Dezembro, motivados pelo aumento do custo de vida e pela deterioração das condições económicas, mas rapidamente ganharam um carácter político, com palavras de ordem dirigidas contra o regime religioso que governa o Irão desde a Revolução Islâmica de 1979.

Ainda não é claro até que ponto Teerão está disposto a avançar para um confronto militar aberto, sobretudo depois de ter sofrido perdas significativas nas suas defesas aéreas durante a guerra de 12 dias com Israel, em Junho. Qualquer decisão nesse sentido dependerá do Líder Supremo, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, numa altura em que o poder enfrenta uma pressão simultânea vinda das ruas e do palco internacional.

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Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

Os protestos no Irão entraram na terceira semana consecutiva e transformaram-se num dos maiores desafios ao regime desde há vários anos, ao mesmo tempo que Teerão intensifica a retórica militar contra os Estados Unidos e Israel. As autoridades iranianas avisaram que qualquer intervenção externa será respondida com represálias, numa escalada que faz temer um novo conflito regional.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que Israel — designado pelas autoridades como “território ocupado” —, bem como as forças armadas norte-americanas e as suas bases e centros logísticos na região, poderão ser considerados alvos legítimos. As declarações incluíram a possibilidade de um ataque preventivo, sublinhando a gravidade do momento.

As ameaças surgem num contexto de forte repressão interna. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem acusado Teerão de recorrer à violência contra os manifestantes e declarou-se disposto a intervir para os proteger. O regime iraniano rejeita essas acusações e sustenta que Washington e Telavive estão por detrás da instabilidade, alegadamente com o objectivo de enfraquecer o país.

Apesar da resposta dura das forças de segurança, milhares de pessoas voltaram a sair à rua em Teerão e noutras cidades na noite de sábado para domingo, desafiando abertamente as autoridades. Segundo organizações de direitos humanos, pelo menos 116 pessoas morreram desde o início das manifestações e mais de 2.600 foram detidas. Estes números poderão ser superiores, uma vez que o apagão quase total da internet dificulta a confirmação independente dos acontecimentos no terreno.

Os protestos começaram no final de Dezembro, motivados pelo aumento do custo de vida e pela deterioração das condições económicas, mas rapidamente ganharam um carácter político, com palavras de ordem dirigidas contra o regime religioso que governa o Irão desde a Revolução Islâmica de 1979.

Ainda não é claro até que ponto Teerão está disposto a avançar para um confronto militar aberto, sobretudo depois de ter sofrido perdas significativas nas suas defesas aéreas durante a guerra de 12 dias com Israel, em Junho. Qualquer decisão nesse sentido dependerá do Líder Supremo, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, numa altura em que o poder enfrenta uma pressão simultânea vinda das ruas e do palco internacional.

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