
A Líbia concedeu, esta quarta-feira, 11 de Fevereiro, novas licenças de exploração e produção de petróleo a várias empresas estrangeiras, num movimento que marca o regresso formal do país às grandes rondas internacionais após 17 anos de interrupção. A decisão surge depois de mais de uma década de instabilidade política e visa reposicionar o sector petrolífero como motor central da recuperação económica.
O país, detentor das maiores reservas comprovadas de petróleo em África, pretende aumentar a produção diária em cerca de 850 mil barris ao longo dos próximos 25 anos, reforçando a sua capacidade de exportação e atraindo novamente as principais multinacionais de energia.
Segundo a Africanews, entre as empresas vencedoras da mais recente ronda de licitações figuram a norte-americana Chevron e a nigeriana Aiteo. Também receberam licenças consórcios liderados pela espanhola Repsol — em parceria com a British Petroleum e com o grupo húngaro MOL —, bem como a Eni North Africa associada à QatarEnergy.
Durante a cerimónia de anúncio, Masoud Suleman, presidente da Corporação Nacional de Petróleo (NOC), afirmou que o processo representa “um retorno da confiança e a retoma do trabalho institucional num dos sectores mais importantes do país, após um longo período de pausa e desafios”. O responsável garantiu ainda “integridade, transparência e igualdade de oportunidades”, sublinhando a necessidade de maximizar os retornos nacionais.
Actualmente, a Líbia produz cerca de 1,5 milhão de barris por dia e possui reservas estimadas em 48,4 mil milhões de barris. Apesar do potencial, a indústria petrolífera tem enfrentado obstáculos significativos desde a revolta de 2011, apoiada pela NATO, que levou à queda e morte do antigo líder Muammar Kadhafi, deixando o país dividido e vulnerável a crises de segurança.
“Os anúncios de hoje não são meramente técnicos ou administrativos”, declarou Suleman. “Fazem parte de um caminho nacional mais amplo que visa a prosperidade, o crescimento e o regresso à normalidade.”
No mês passado, o país assinou ainda acordos avaliados em mais de 20 mil milhões de dólares com a TotalEnergies e a ConocoPhillips, destinados a reforçar a produção ao longo das próximas décadas.
A National Oil Corporation abriu concurso para 20 blocos petrolíferos, dos quais 11 situados em alto-mar. Nenhum destes recebeu propostas, mas cinco blocos foram efectivamente licenciados nesta primeira fase. Suleman anunciou que uma nova ronda de licenciamento deverá ocorrer ainda este ano, sinalizando a intenção de manter o processo activo e competitivo
A Líbia concedeu, esta quarta-feira, 11 de Fevereiro, novas licenças de exploração e produção de petróleo a várias empresas estrangeiras, num movimento que marca o regresso formal do país às grandes rondas internacionais após 17 anos de interrupção. A decisão surge depois de mais de uma década de instabilidade política e visa reposicionar o sector petrolífero como motor central da recuperação económica.
O país, detentor das maiores reservas comprovadas de petróleo em África, pretende aumentar a produção diária em cerca de 850 mil barris ao longo dos próximos 25 anos, reforçando a sua capacidade de exportação e atraindo novamente as principais multinacionais de energia.
Segundo a Africanews, entre as empresas vencedoras da mais recente ronda de licitações figuram a norte-americana Chevron e a nigeriana Aiteo. Também receberam licenças consórcios liderados pela espanhola Repsol — em parceria com a British Petroleum e com o grupo húngaro MOL —, bem como a Eni North Africa associada à QatarEnergy.
Durante a cerimónia de anúncio, Masoud Suleman, presidente da Corporação Nacional de Petróleo (NOC), afirmou que o processo representa “um retorno da confiança e a retoma do trabalho institucional num dos sectores mais importantes do país, após um longo período de pausa e desafios”. O responsável garantiu ainda “integridade, transparência e igualdade de oportunidades”, sublinhando a necessidade de maximizar os retornos nacionais.
Actualmente, a Líbia produz cerca de 1,5 milhão de barris por dia e possui reservas estimadas em 48,4 mil milhões de barris. Apesar do potencial, a indústria petrolífera tem enfrentado obstáculos significativos desde a revolta de 2011, apoiada pela NATO, que levou à queda e morte do antigo líder Muammar Kadhafi, deixando o país dividido e vulnerável a crises de segurança.
“Os anúncios de hoje não são meramente técnicos ou administrativos”, declarou Suleman. “Fazem parte de um caminho nacional mais amplo que visa a prosperidade, o crescimento e o regresso à normalidade.”
No mês passado, o país assinou ainda acordos avaliados em mais de 20 mil milhões de dólares com a TotalEnergies e a ConocoPhillips, destinados a reforçar a produção ao longo das próximas décadas.
A National Oil Corporation abriu concurso para 20 blocos petrolíferos, dos quais 11 situados em alto-mar. Nenhum destes recebeu propostas, mas cinco blocos foram efectivamente licenciados nesta primeira fase. Suleman anunciou que uma nova ronda de licenciamento deverá ocorrer ainda este ano, sinalizando a intenção de manter o processo activo e competitivo