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Encarregados de educação passam a integrar fiscalização da Merenda Escolar para travar irregularidades

Encarregados de educação passam a integrar fiscalização da Merenda Escolar para travar irregularidades
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O Ministério da Educação (MED) integrou formalmente os pais e encarregados de educação na estrutura de coordenação municipal do Programa de Merenda Escolar, numa medida que visa reforçar a transparência e prevenir irregularidades na distribuição de refeições aos alunos do ensino primário.

A decisão enquadra-se no novo organograma do sector, que reserva um lugar específico para representantes dos pais ao nível municipal, atribuindo-lhes responsabilidades no controlo e na execução regular do programa.

De acordo com o director nacional para a Educação Pré-Escolar e Ensino Primário, Gola Joaquim António, cabe às comissões de pais e encarregados de educação acompanhar e monitorizar directamente o funcionamento do programa em cada escola. As declarações foram avançadas ao Jornal O País.

Segundo o responsável, caso sejam detectadas situações que contrariem os objectivos do programa, como a entrega de alimentação seca em substituição das refeições previstas, a ausência de distribuição ou eventuais desvios orçamentais devidamente comprovados, existem mecanismos próprios para formalizar denúncias.

Gola Joaquim António assegurou ainda que a coordenação nacional prevê, no seu plano anual, visitas regulares às entidades envolvidas. A equipa técnica deverá deslocar-se dos níveis intermédios até à base do sistema, iniciando o acompanhamento nas estruturas provinciais, passando pelos municípios e chegando às escolas.

O dirigente reconheceu, contudo, as limitações logísticas. Angola conta com 326 municípios, o que torna impossível uma cobertura integral e simultânea do território. Ainda assim, garantiu que haverá esforço contínuo para reforçar a fiscalização e assegurar que a merenda escolar cumpra a sua função essencial: apoiar a nutrição e o rendimento escolar das crianças no primeiro nível de ensino.

Com a inclusão formal dos pais no processo de supervisão, o MED aposta numa fiscalização mais próxima da realidade escolar, procurando reduzir queixas e fortalecer a responsabilidade partilhada na gestão dos recursos públicos destinados à alimentação dos alunos.

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Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

O Ministério da Educação (MED) integrou formalmente os pais e encarregados de educação na estrutura de coordenação municipal do Programa de Merenda Escolar, numa medida que visa reforçar a transparência e prevenir irregularidades na distribuição de refeições aos alunos do ensino primário.

A decisão enquadra-se no novo organograma do sector, que reserva um lugar específico para representantes dos pais ao nível municipal, atribuindo-lhes responsabilidades no controlo e na execução regular do programa.

De acordo com o director nacional para a Educação Pré-Escolar e Ensino Primário, Gola Joaquim António, cabe às comissões de pais e encarregados de educação acompanhar e monitorizar directamente o funcionamento do programa em cada escola. As declarações foram avançadas ao Jornal O País.

Segundo o responsável, caso sejam detectadas situações que contrariem os objectivos do programa, como a entrega de alimentação seca em substituição das refeições previstas, a ausência de distribuição ou eventuais desvios orçamentais devidamente comprovados, existem mecanismos próprios para formalizar denúncias.

Gola Joaquim António assegurou ainda que a coordenação nacional prevê, no seu plano anual, visitas regulares às entidades envolvidas. A equipa técnica deverá deslocar-se dos níveis intermédios até à base do sistema, iniciando o acompanhamento nas estruturas provinciais, passando pelos municípios e chegando às escolas.

O dirigente reconheceu, contudo, as limitações logísticas. Angola conta com 326 municípios, o que torna impossível uma cobertura integral e simultânea do território. Ainda assim, garantiu que haverá esforço contínuo para reforçar a fiscalização e assegurar que a merenda escolar cumpra a sua função essencial: apoiar a nutrição e o rendimento escolar das crianças no primeiro nível de ensino.

Com a inclusão formal dos pais no processo de supervisão, o MED aposta numa fiscalização mais próxima da realidade escolar, procurando reduzir queixas e fortalecer a responsabilidade partilhada na gestão dos recursos públicos destinados à alimentação dos alunos.

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