
Dois novos casos de possível remissão do VIH sem recurso a medicamentos foram anunciados por investigadores e serão apresentados na 26.ª Conferência Internacional sobre a Sida, que decorre esta semana no Rio de Janeiro. A informação foi avançada pelo g1 e eleva para 13 o número de casos de cura ou remissão do vírus contabilizados pela Sociedade Internacional de Sida (IAS).
Os dois pacientes interromperam o tratamento com antirretrovirais e, desde então, o VIH permanece indetectável nos exames. Um deles, conhecido como "paciente de Kansas City", está há 14 meses sem medicação, enquanto o segundo completou 12 meses sem tratamento, sem que tenha sido detectada carga viral.
Segundo o g1, ambos os pacientes receberam transplantes de células estaminais de dadores portadores de uma rara mutação genética, denominada CCR5-delta32, que dificulta a entrada das formas mais comuns do VIH nas células do organismo.
O caso do paciente de Kansas City envolvia ainda uma forma agressiva de leucemia. Após o transplante, realizado em 2020, os medicamentos foram suspensos em Fevereiro de 2025 e, mais de um ano depois, os exames continuam sem identificar sinais do vírus ou células capazes de reactivar a infecção.
O segundo paciente apresentava um quadro clínico mais complexo, por estar infectado com diferentes variantes do VIH e ter histórico de hepatite B. Apesar de o vírus da imunodeficiência humana continuar indetectável após um ano sem tratamento, a hepatite B voltou a multiplicar-se poucas semanas depois da suspensão dos medicamentos.
Apesar dos resultados promissores, os especialistas alertam que ainda é cedo para falar em cura definitiva. O infectologista Ricardo Diaz, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), citado pelo g1, explica que o termo mais adequado é "remissão sustentada do VIH sem antirretrovirais", uma vez que ainda não existe um exame capaz de confirmar a eliminação total do vírus do organismo.
Os investigadores defendem que os pacientes continuem a ser acompanhados durante vários anos para confirmar se o VIH não voltará a manifestar-se. Também reforçam que a interrupção da medicação não deve ser feita fora de estudos clínicos, já que, na maioria dos casos, o vírus volta rapidamente a multiplicar-se após a suspensão do tratamento.
Dois novos casos de possível remissão do VIH sem recurso a medicamentos foram anunciados por investigadores e serão apresentados na 26.ª Conferência Internacional sobre a Sida, que decorre esta semana no Rio de Janeiro. A informação foi avançada pelo g1 e eleva para 13 o número de casos de cura ou remissão do vírus contabilizados pela Sociedade Internacional de Sida (IAS).
Os dois pacientes interromperam o tratamento com antirretrovirais e, desde então, o VIH permanece indetectável nos exames. Um deles, conhecido como "paciente de Kansas City", está há 14 meses sem medicação, enquanto o segundo completou 12 meses sem tratamento, sem que tenha sido detectada carga viral.
Segundo o g1, ambos os pacientes receberam transplantes de células estaminais de dadores portadores de uma rara mutação genética, denominada CCR5-delta32, que dificulta a entrada das formas mais comuns do VIH nas células do organismo.
O caso do paciente de Kansas City envolvia ainda uma forma agressiva de leucemia. Após o transplante, realizado em 2020, os medicamentos foram suspensos em Fevereiro de 2025 e, mais de um ano depois, os exames continuam sem identificar sinais do vírus ou células capazes de reactivar a infecção.
O segundo paciente apresentava um quadro clínico mais complexo, por estar infectado com diferentes variantes do VIH e ter histórico de hepatite B. Apesar de o vírus da imunodeficiência humana continuar indetectável após um ano sem tratamento, a hepatite B voltou a multiplicar-se poucas semanas depois da suspensão dos medicamentos.
Apesar dos resultados promissores, os especialistas alertam que ainda é cedo para falar em cura definitiva. O infectologista Ricardo Diaz, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), citado pelo g1, explica que o termo mais adequado é "remissão sustentada do VIH sem antirretrovirais", uma vez que ainda não existe um exame capaz de confirmar a eliminação total do vírus do organismo.
Os investigadores defendem que os pacientes continuem a ser acompanhados durante vários anos para confirmar se o VIH não voltará a manifestar-se. Também reforçam que a interrupção da medicação não deve ser feita fora de estudos clínicos, já que, na maioria dos casos, o vírus volta rapidamente a multiplicar-se após a suspensão do tratamento.