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A juventude africana está mais optimista em relação ao futuro do continente do que em qualquer momento desde a pandemia da Covid-19. Ainda assim, deixa um recado claro aos líderes: o crescimento da esperança só será sustentável se vier acompanhado da criação de empregos, do combate à corrupção, de maior transparência governativa e de uma democracia capaz de responder às realidades africanas.
Os dados constam do Inquérito à Juventude Africana 2026, promovido pela Fundação Família Ichikowitz e realizado pela PSB Insights, que ouviu 4.901 jovens entre os 18 e os 24 anos em 16 países africanos.
O estudo mostra que 47% dos jovens acreditam que os seus países seguem na direcção certa, um aumento significativo face aos 30% registados em 2024. Também a confiança na economia cresceu, passando de 26% para 45%, enquanto a percepção positiva sobre o rumo do continente subiu para 43%.
Apesar deste sentimento de confiança, o aumento do custo de vida continua a ser apontado como o maior desafio enfrentado por África nos últimos cinco anos. Quando questionados sobre as prioridades para impulsionar o desenvolvimento, 27% colocam a criação de empregos bem remunerados em primeiro lugar, logo seguida da redução da corrupção governamental, indicada por 25% dos inquiridos.
A investigação revela igualmente uma geração que continua a defender a democracia. Cerca de 73% afirmam que este continua a ser o melhor sistema de governação, mas 56% entendem que o modelo democrático de inspiração ocidental não responde plenamente às necessidades do continente, defendendo a construção de uma alternativa adaptada às realidades africanas.
Os jovens também demonstram uma visão pragmática das relações internacionais. Mais de metade considera que os países africanos devem privilegiar parceiros capazes de gerar investimento, comércio e desenvolvimento económico, independentemente do sistema político que adoptam. Os Estados Unidos e a China continuam a ser vistos como as potências externas mais influentes, embora a influência chinesa seja avaliada de forma mais favorável pelos inquiridos.
Outro dado relevante é o crescente desejo de participação política. Embora 84% dos jovens acreditem que podem influenciar as decisões políticas nos próximos cinco anos, 76% consideram que os actuais dirigentes continuam afastados das suas necessidades e aspirações, defendendo reformas que reforcem o peso da juventude nas instituições públicas.
A segurança surge igualmente ligada às oportunidades económicas. Para 56% dos participantes, criar empregos para os jovens é a medida mais eficaz para reduzir a insegurança, superando opções como o reforço do investimento militar ou o combate à corrupção nos serviços de segurança.
O retrato do continente, contudo, permanece desigual. Ruanda destaca-se pelos níveis mais elevados de confiança e segurança, enquanto Gana, Etiópia e Zâmbia registam recuperações expressivas nos indicadores de optimismo. Em sentido inverso, Quénia, África do Sul, Moçambique, Chade e Nigéria figuram entre os países onde os jovens manifestam maior pessimismo quanto ao rumo das suas nações.
O inquérito conclui que a nova geração africana continua a acreditar no potencial do continente, mas deixa claro que já não se satisfaz com promessas. Emprego, prestação de contas, segurança, oportunidades económicas e uma governação mais próxima das necessidades da população são hoje as principais exigências de uma juventude que pretende ter um papel activo na definição do futuro de África.
A juventude africana está mais optimista em relação ao futuro do continente do que em qualquer momento desde a pandemia da Covid-19. Ainda assim, deixa um recado claro aos líderes: o crescimento da esperança só será sustentável se vier acompanhado da criação de empregos, do combate à corrupção, de maior transparência governativa e de uma democracia capaz de responder às realidades africanas.
Os dados constam do Inquérito à Juventude Africana 2026, promovido pela Fundação Família Ichikowitz e realizado pela PSB Insights, que ouviu 4.901 jovens entre os 18 e os 24 anos em 16 países africanos.
O estudo mostra que 47% dos jovens acreditam que os seus países seguem na direcção certa, um aumento significativo face aos 30% registados em 2024. Também a confiança na economia cresceu, passando de 26% para 45%, enquanto a percepção positiva sobre o rumo do continente subiu para 43%.
Apesar deste sentimento de confiança, o aumento do custo de vida continua a ser apontado como o maior desafio enfrentado por África nos últimos cinco anos. Quando questionados sobre as prioridades para impulsionar o desenvolvimento, 27% colocam a criação de empregos bem remunerados em primeiro lugar, logo seguida da redução da corrupção governamental, indicada por 25% dos inquiridos.
A investigação revela igualmente uma geração que continua a defender a democracia. Cerca de 73% afirmam que este continua a ser o melhor sistema de governação, mas 56% entendem que o modelo democrático de inspiração ocidental não responde plenamente às necessidades do continente, defendendo a construção de uma alternativa adaptada às realidades africanas.
Os jovens também demonstram uma visão pragmática das relações internacionais. Mais de metade considera que os países africanos devem privilegiar parceiros capazes de gerar investimento, comércio e desenvolvimento económico, independentemente do sistema político que adoptam. Os Estados Unidos e a China continuam a ser vistos como as potências externas mais influentes, embora a influência chinesa seja avaliada de forma mais favorável pelos inquiridos.
Outro dado relevante é o crescente desejo de participação política. Embora 84% dos jovens acreditem que podem influenciar as decisões políticas nos próximos cinco anos, 76% consideram que os actuais dirigentes continuam afastados das suas necessidades e aspirações, defendendo reformas que reforcem o peso da juventude nas instituições públicas.
A segurança surge igualmente ligada às oportunidades económicas. Para 56% dos participantes, criar empregos para os jovens é a medida mais eficaz para reduzir a insegurança, superando opções como o reforço do investimento militar ou o combate à corrupção nos serviços de segurança.
O retrato do continente, contudo, permanece desigual. Ruanda destaca-se pelos níveis mais elevados de confiança e segurança, enquanto Gana, Etiópia e Zâmbia registam recuperações expressivas nos indicadores de optimismo. Em sentido inverso, Quénia, África do Sul, Moçambique, Chade e Nigéria figuram entre os países onde os jovens manifestam maior pessimismo quanto ao rumo das suas nações.
O inquérito conclui que a nova geração africana continua a acreditar no potencial do continente, mas deixa claro que já não se satisfaz com promessas. Emprego, prestação de contas, segurança, oportunidades económicas e uma governação mais próxima das necessidades da população são hoje as principais exigências de uma juventude que pretende ter um papel activo na definição do futuro de África.