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Mais de 11 milhões de angolanos estão fora do mercado de trabalho

Mais de 11 milhões de angolanos estão fora do mercado de trabalho
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O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou novos dados referentes ao último Censo realizado em Angola sobre a população fora da força de trabalho, revelando um retrato expressivo da inactividade no país. No total, 11 312 501 pessoas encontram-se fora da força laboral.

Segundo as estatísticas apresentadas, a maior fatia corresponde a 6 123 029 cidadãos que não procuraram emprego, não estão disponíveis e não desejam trabalhar. Trata-se de um grupo que, por razões diversas, sociais, familiares, académicas ou outras, permanece completamente afastado do mercado de trabalho.

Já 4 783 574 pessoas não procuraram emprego, mas estão disponíveis para trabalhar, o que evidencia um potencial significativo de força produtiva que poderá ser mobilizada caso surjam oportunidades adequadas.

Os dados indicam ainda que 24 270 cidadãos procuraram emprego, mas não estavam disponíveis para trabalhar, enquanto 186 454 pessoas não procuraram emprego nem estavam disponíveis, embora manifestem vontade de trabalhar.

Há também 195 174 casos não declarados, o que aponta para desafios na recolha ou sistematização de informação.

Os números revelam uma realidade complexa: entre a desistência, a indisponibilidade e a expectativa silenciosa de integração no mercado laboral, há milhões de angolanos fora da dinâmica produtiva formal.

Mais do que estatística, o retrato apresentado pelo INE levanta questões estruturais sobre empregabilidade, formação, inclusão e políticas públicas capazes de transformar disponibilidade em oportunidade.

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Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou novos dados referentes ao último Censo realizado em Angola sobre a população fora da força de trabalho, revelando um retrato expressivo da inactividade no país. No total, 11 312 501 pessoas encontram-se fora da força laboral.

Segundo as estatísticas apresentadas, a maior fatia corresponde a 6 123 029 cidadãos que não procuraram emprego, não estão disponíveis e não desejam trabalhar. Trata-se de um grupo que, por razões diversas, sociais, familiares, académicas ou outras, permanece completamente afastado do mercado de trabalho.

Já 4 783 574 pessoas não procuraram emprego, mas estão disponíveis para trabalhar, o que evidencia um potencial significativo de força produtiva que poderá ser mobilizada caso surjam oportunidades adequadas.

Os dados indicam ainda que 24 270 cidadãos procuraram emprego, mas não estavam disponíveis para trabalhar, enquanto 186 454 pessoas não procuraram emprego nem estavam disponíveis, embora manifestem vontade de trabalhar.

Há também 195 174 casos não declarados, o que aponta para desafios na recolha ou sistematização de informação.

Os números revelam uma realidade complexa: entre a desistência, a indisponibilidade e a expectativa silenciosa de integração no mercado laboral, há milhões de angolanos fora da dinâmica produtiva formal.

Mais do que estatística, o retrato apresentado pelo INE levanta questões estruturais sobre empregabilidade, formação, inclusão e políticas públicas capazes de transformar disponibilidade em oportunidade.

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