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ONU manifesta preocupação com tensões EUA-Irão e alerta para possíveis consequências

ONU manifesta preocupação com tensões EUA-Irão e alerta para possíveis consequências
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As Nações Unidas manifestaram-se, neste sábado, 21 de Fevereiro, bastante preocupadas com a escalada de tensão entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irão, numa altura em que aumentam as actividades militares e a retórica hostil na região do Médio Oriente. Segundo um comunicado do secretário‑geral da ONU, António Guterres, o organismo internacional está “muito preocupado” com a situação actual.

O alerta foi feito pelo porta‑voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em conferência de imprensa na sede da organização em Nova Iorque, na sexta‑feira, 20 de fevereiro de 2026. Segundo o porta‑voz, a ONU observa com apreensão “o nível elevado de retórica, as actividades militares intensificadas e o reforço da presença naval na região”, que considerou factores que podem agravar ainda mais o conflito se não forem geridos com responsabilidade.

A tensão entre Washington e Teerão tem aumentado nas últimas semanas devido a movimentos militares e declarações fortes de ambas as partes, incluindo a mobilização de forças americanas no Golfo e ameaças iranianas de resposta caso sejam alvo de acções hostis. No mesmo documento enviado ao Conselho de Segurança da ONU, o representante permanente do Irão junto à organização alertou que o país responderia de forma “decisiva” a qualquer agressão militar e consideraria alvos militares e estruturas dos Estados Unidos como legítimos em caso de ataque.

Segundo analistas citados por agências internacionais, estas tensões decorrem também da dificuldade em se chegar a um novo acordo nuclear entre os Estados Unidos e o Irão, depois de negociações indiretas e da resistência iraniana em aceitar certas condições impostas por Washington. O presidente dos Estados Unidos deu um prazo de 10 a 15 dias para avançar com um entendimento, sob pena de considerar outras opções mais duras, incluindo militares.

Além disso, a situação foi agravada por manobras militares e exercícios no Estreito de Ormuz, uma via estratégica que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, por onde circula uma parte significativa do petróleo mundial. O Irão realizou exercícios militares naquele ponto fundamental para o comércio de energia, o que provocou alerta acrescido nas capitais ocidentais.

A ONU apelou, por isso, ao diálogo e à diplomacia como saída preferencial para resolver as diferenças entre os dois países, pedindo contenção e evitando que a escalada de tensões desemboque num conflito aberto com consequências regionais e globais. O secretário‑geral sublinhou que a paz duradoura só será possível através de negociações e da redução da retórica beligerante.

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Marcelino Vasconcelos

As Nações Unidas manifestaram-se, neste sábado, 21 de Fevereiro, bastante preocupadas com a escalada de tensão entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irão, numa altura em que aumentam as actividades militares e a retórica hostil na região do Médio Oriente. Segundo um comunicado do secretário‑geral da ONU, António Guterres, o organismo internacional está “muito preocupado” com a situação actual.

O alerta foi feito pelo porta‑voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em conferência de imprensa na sede da organização em Nova Iorque, na sexta‑feira, 20 de fevereiro de 2026. Segundo o porta‑voz, a ONU observa com apreensão “o nível elevado de retórica, as actividades militares intensificadas e o reforço da presença naval na região”, que considerou factores que podem agravar ainda mais o conflito se não forem geridos com responsabilidade.

A tensão entre Washington e Teerão tem aumentado nas últimas semanas devido a movimentos militares e declarações fortes de ambas as partes, incluindo a mobilização de forças americanas no Golfo e ameaças iranianas de resposta caso sejam alvo de acções hostis. No mesmo documento enviado ao Conselho de Segurança da ONU, o representante permanente do Irão junto à organização alertou que o país responderia de forma “decisiva” a qualquer agressão militar e consideraria alvos militares e estruturas dos Estados Unidos como legítimos em caso de ataque.

Segundo analistas citados por agências internacionais, estas tensões decorrem também da dificuldade em se chegar a um novo acordo nuclear entre os Estados Unidos e o Irão, depois de negociações indiretas e da resistência iraniana em aceitar certas condições impostas por Washington. O presidente dos Estados Unidos deu um prazo de 10 a 15 dias para avançar com um entendimento, sob pena de considerar outras opções mais duras, incluindo militares.

Além disso, a situação foi agravada por manobras militares e exercícios no Estreito de Ormuz, uma via estratégica que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, por onde circula uma parte significativa do petróleo mundial. O Irão realizou exercícios militares naquele ponto fundamental para o comércio de energia, o que provocou alerta acrescido nas capitais ocidentais.

A ONU apelou, por isso, ao diálogo e à diplomacia como saída preferencial para resolver as diferenças entre os dois países, pedindo contenção e evitando que a escalada de tensões desemboque num conflito aberto com consequências regionais e globais. O secretário‑geral sublinhou que a paz duradoura só será possível através de negociações e da redução da retórica beligerante.

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