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Conheça os 10 países mais visitados em África em 2025

Conheça os 10 países mais visitados em África em 2025
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O turismo africano viveu em 2025 o seu melhor momento em décadas. O continente cresceu a um ritmo mais rápido do que qualquer outra região do mundo, impulsionado por maior conectividade aérea, vistos mais flexíveis e uma procura global cada vez maior por experiências autênticas, ligadas à natureza e à cultura.

No topo desta dinâmica estão destinos já consolidados. Marrocos manteve a liderança africana, com entre 13 e 19,8 milhões de visitantes, beneficiando da sua diversidade cultural, infra-estruturas modernas e forte ligação aos mercados europeu e americano. Logo atrás surge o Egipto, com até 14,9 milhões de turistas, sustentado pelo seu património histórico milenar e pelos resorts do Mar Vermelho. A África do Sul fecha o pódio, com 10,2 milhões, oferecendo uma combinação rara de safaris, cidades cosmopolitas e paisagens icónicas.

A lista dos dez países mais visitados de África em 2025 inclui ainda Tunísia, Quénia, Tanzânia, Botsuana, Namíbia, Ruanda e Zâmbia, destinos que apostaram fortemente no ecoturismo, na conservação ambiental e em experiências de alto valor. Safaris sustentáveis, turismo de bem-estar, paisagens desérticas únicas e atrações naturais de classe mundial explicam o seu crescimento contínuo.

Angola não figura ainda no Top 10, mas o seu percurso recente chama a atenção da indústria global do turismo.

O país começa a afirmar-se como um dos destinos emergentes mais promissores de África, não tanto pelo volume actual de visitantes, mas pela qualidade da sua estratégia e pelo interesse internacional que tem despertado. Em 2025, Angola foi distinguida como Melhor Destino de Investimento Turístico nos World Tourism Awards, reconhecimento dos esforços em infra-estruturas, reformas e abertura ao capital estrangeiro.

O prestígio internacional reforçou-se com a inclusão de Angola na lista do The New York Times de destinos a visitar em 2025, onde ocupou a 12.ª posição mundial nessa recomendação específica. Para 2026, a revista Condé Nast Traveller voltou a colocar o país em destaque, apontando-o como um dos melhores destinos africanos para visitar.

O sinal mais forte veio, contudo, da indústria global: Angola será o país anfitrião da ITB Berlim 2026, a maior feira de turismo do mundo. Um marco histórico que poderá acelerar de forma decisiva o número de chegadas nos próximos anos.

Ainda distante de gigantes como Marrocos, Egipto ou África do Sul em termos de fluxo turístico, Angola parece apostar noutro caminho: turismo sustentável, experiências exclusivas e atracção de investimento estratégico. Um percurso mais lento, mas potencialmente mais sólido e que começa, finalmente, a colocar o país no radar dos viajantes globais.

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Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

O turismo africano viveu em 2025 o seu melhor momento em décadas. O continente cresceu a um ritmo mais rápido do que qualquer outra região do mundo, impulsionado por maior conectividade aérea, vistos mais flexíveis e uma procura global cada vez maior por experiências autênticas, ligadas à natureza e à cultura.

No topo desta dinâmica estão destinos já consolidados. Marrocos manteve a liderança africana, com entre 13 e 19,8 milhões de visitantes, beneficiando da sua diversidade cultural, infra-estruturas modernas e forte ligação aos mercados europeu e americano. Logo atrás surge o Egipto, com até 14,9 milhões de turistas, sustentado pelo seu património histórico milenar e pelos resorts do Mar Vermelho. A África do Sul fecha o pódio, com 10,2 milhões, oferecendo uma combinação rara de safaris, cidades cosmopolitas e paisagens icónicas.

A lista dos dez países mais visitados de África em 2025 inclui ainda Tunísia, Quénia, Tanzânia, Botsuana, Namíbia, Ruanda e Zâmbia, destinos que apostaram fortemente no ecoturismo, na conservação ambiental e em experiências de alto valor. Safaris sustentáveis, turismo de bem-estar, paisagens desérticas únicas e atrações naturais de classe mundial explicam o seu crescimento contínuo.

Angola não figura ainda no Top 10, mas o seu percurso recente chama a atenção da indústria global do turismo.

O país começa a afirmar-se como um dos destinos emergentes mais promissores de África, não tanto pelo volume actual de visitantes, mas pela qualidade da sua estratégia e pelo interesse internacional que tem despertado. Em 2025, Angola foi distinguida como Melhor Destino de Investimento Turístico nos World Tourism Awards, reconhecimento dos esforços em infra-estruturas, reformas e abertura ao capital estrangeiro.

O prestígio internacional reforçou-se com a inclusão de Angola na lista do The New York Times de destinos a visitar em 2025, onde ocupou a 12.ª posição mundial nessa recomendação específica. Para 2026, a revista Condé Nast Traveller voltou a colocar o país em destaque, apontando-o como um dos melhores destinos africanos para visitar.

O sinal mais forte veio, contudo, da indústria global: Angola será o país anfitrião da ITB Berlim 2026, a maior feira de turismo do mundo. Um marco histórico que poderá acelerar de forma decisiva o número de chegadas nos próximos anos.

Ainda distante de gigantes como Marrocos, Egipto ou África do Sul em termos de fluxo turístico, Angola parece apostar noutro caminho: turismo sustentável, experiências exclusivas e atracção de investimento estratégico. Um percurso mais lento, mas potencialmente mais sólido e que começa, finalmente, a colocar o país no radar dos viajantes globais.

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