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Yango diz que IA já devolveu “600 anos de vida” aos utilizadores - Angola poupou mais de 100 mil horas

Yango diz que IA já devolveu “600 anos de vida” aos utilizadores - Angola poupou mais de 100 mil horas
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O Grupo Yango anunciou que as suas tecnologias de roteamento baseadas em Inteligência Artificial permitiram poupar mais de cinco milhões de horas aos utilizadores de mais de 20 cidades, ao longo de 2025. Em termos acumulados, a empresa compara o número a cerca de 600 anos de vida humana “devolvidos” às comunidades.

Segundo a companhia, os dados resultam da análise de milhões de viagens realizadas através do serviço Yango Ride durante este ano. O sistema cruza modelos de aprendizagem automática, informação de tráfego em tempo real e padrões históricos para calcular, em milissegundos, a rota mais eficiente para cada trajecto.

“Cinco milhões de horas poupadas não são apenas uma métrica tecnológica, mas a prova de que a IA pode resolver problemas urbanos reais em grande escala”, afirmou Adeniyi Adebayo, director de Negócios do grupo, defendendo que a próxima geração de infra-estruturas urbanas será construída também com dados e algoritmos.

Angola entre os países analisados

No caso angolano, a empresa indica que os utilizadores pouparam mais de 100 mil horas num único ano, o equivalente a quase uma hora por passageiro activo. A poupança resulta, segundo a Yango, da capacidade do sistema em evitar congestionamentos, adaptar-se ao estado das vias e antecipar pontos críticos de tráfego.

Entre outras cidades analisadas, Lima registou o maior volume absoluto de tempo recuperado, com mais de 1,1 milhões de horas anuais. Em Kinshasa, os utilizadores pouparam, em média, 6,48% de tempo por viagem, enquanto na Cidade da Guatemala o ganho médio foi de 6,99%. Já em Abidjan, os utilizadores mais frequentes ganharam mais de duas horas por ano.

Como funciona o sistema

A tecnologia processa informações sobre características das estradas, padrões de semáforos, complexidade de curvas e modelação preditiva de congestionamentos. O sistema compara continuamente o tempo estimado com o tempo real de cada viagem, ajustando os cálculos e criando um ciclo de melhoria permanente adaptado às especificidades de cada cidade.

Para além da poupança de tempo, a empresa sustenta que o roteamento inteligente contribui para a redução do consumo de combustível, das emissões e da congestão localizada, alinhando-se com metas de sustentabilidade urbana.

Impacto e desafios

A divulgação surge num contexto em que muitas cidades enfrentam crescimento populacional acelerado e aumento do parque automóvel. A Yango defende que soluções tecnológicas podem funcionar como infra-estrutura crítica complementar às obras físicas tradicionais.

Ainda assim, especialistas sublinham que ganhos percentuais de eficiência dependem de factores como qualidade dos dados, cobertura digital e disciplina no cumprimento das rotas sugeridas. A eficácia do modelo, portanto, pode variar conforme o contexto urbano e a maturidade tecnológica de cada mercado.

O Grupo Yango opera em mais de 35 países do Médio Oriente, África e América Latina, apostando na digitalização de serviços urbanos e na integração de inteligência artificial como ferramenta de gestão da mobilidade nas cidades.

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Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

O Grupo Yango anunciou que as suas tecnologias de roteamento baseadas em Inteligência Artificial permitiram poupar mais de cinco milhões de horas aos utilizadores de mais de 20 cidades, ao longo de 2025. Em termos acumulados, a empresa compara o número a cerca de 600 anos de vida humana “devolvidos” às comunidades.

Segundo a companhia, os dados resultam da análise de milhões de viagens realizadas através do serviço Yango Ride durante este ano. O sistema cruza modelos de aprendizagem automática, informação de tráfego em tempo real e padrões históricos para calcular, em milissegundos, a rota mais eficiente para cada trajecto.

“Cinco milhões de horas poupadas não são apenas uma métrica tecnológica, mas a prova de que a IA pode resolver problemas urbanos reais em grande escala”, afirmou Adeniyi Adebayo, director de Negócios do grupo, defendendo que a próxima geração de infra-estruturas urbanas será construída também com dados e algoritmos.

Angola entre os países analisados

No caso angolano, a empresa indica que os utilizadores pouparam mais de 100 mil horas num único ano, o equivalente a quase uma hora por passageiro activo. A poupança resulta, segundo a Yango, da capacidade do sistema em evitar congestionamentos, adaptar-se ao estado das vias e antecipar pontos críticos de tráfego.

Entre outras cidades analisadas, Lima registou o maior volume absoluto de tempo recuperado, com mais de 1,1 milhões de horas anuais. Em Kinshasa, os utilizadores pouparam, em média, 6,48% de tempo por viagem, enquanto na Cidade da Guatemala o ganho médio foi de 6,99%. Já em Abidjan, os utilizadores mais frequentes ganharam mais de duas horas por ano.

Como funciona o sistema

A tecnologia processa informações sobre características das estradas, padrões de semáforos, complexidade de curvas e modelação preditiva de congestionamentos. O sistema compara continuamente o tempo estimado com o tempo real de cada viagem, ajustando os cálculos e criando um ciclo de melhoria permanente adaptado às especificidades de cada cidade.

Para além da poupança de tempo, a empresa sustenta que o roteamento inteligente contribui para a redução do consumo de combustível, das emissões e da congestão localizada, alinhando-se com metas de sustentabilidade urbana.

Impacto e desafios

A divulgação surge num contexto em que muitas cidades enfrentam crescimento populacional acelerado e aumento do parque automóvel. A Yango defende que soluções tecnológicas podem funcionar como infra-estrutura crítica complementar às obras físicas tradicionais.

Ainda assim, especialistas sublinham que ganhos percentuais de eficiência dependem de factores como qualidade dos dados, cobertura digital e disciplina no cumprimento das rotas sugeridas. A eficácia do modelo, portanto, pode variar conforme o contexto urbano e a maturidade tecnológica de cada mercado.

O Grupo Yango opera em mais de 35 países do Médio Oriente, África e América Latina, apostando na digitalização de serviços urbanos e na integração de inteligência artificial como ferramenta de gestão da mobilidade nas cidades.

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